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Namorar não é barato, mas é possível economizar!

Ao fazer uma conta simples, deixando à parte a sensação de euforia e os batimentos cardíacos acelerados, rapidamente percebemos que namorar não é barato. As idas ao cinema e ao teatro; os jantares românticos; as viagens a dois; os presentes em datas especiais – e em outras não tão significativas – podem causar um rombo no orçamento dos apaixonados. Mas, será que é possível equilibrar finanças pessoais e namoro? Amor e economia são conciliáveis? Os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, autores do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, defendem que não há contraposição nos verbos amar e poupar. Na percepção de ambos, o namoro é o momento ideal para falar sobre sonhos, planos e como pretendem administrar as finanças na vida a dois.

Segundo Marília Cardoso, o dinheiro é uma das poucas coisas que faz parte da vida de todos os seres humanos, independente da classe social, sexo, cor e religião. A presença do dinheiro é tão comum que poucos param para pensar o tipo de relação que têm com ele. “Há um certo tabu envolvendo dinheiro e amor, que faz com que muita gente acredite não ser adequado ou educado tocar no assunto, especialmente na fase de namoro. Entretanto, é justamente o contrário! Evitar esse assunto constitui um risco ao namoro e às finanças pessoais. Pensando adiante, vale lembrar que um namoro sem gastos exagerados pode significar um casamento com tranquilidade financeira”, afirma a autora. A inspiração para o capítulo, segundo Marília, veio de um namorado gastão. “Ele passou a adotar uma postura mais econômica e hoje estamos preparando o casamento, que acontecerá em novembro”, detalha.

O Dia dos Namorados, na percepção de Luciano Gissi Fonseca, é uma excelente oportunidade para exercitar a inteligência financeira – embora a questão seja um pouco mais complicada para alguns casais. “No amor e nas finanças, muitas vezes os opostos se atraem, ou seja, não raro vemos casais formados por um gastador e outro econômico. Para chegar a um consenso, é necessário que cada um aprenda a ceder um pouco; é vital que ambos assimilem a importância de uma boa gestão financeira”, defende Fonseca.

Entre as dicas básicas para conciliar namoro e economia, destacadas no livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, os jornalistas citam as cinco posturas dos casais que cultivam a inteligência financeira:

1. Fique de olho na conta telefônica
Namorados e contas telefônicas são inseparáveis por motivos óbvios! Para diminuir os gastos, uma alternativa é manter celulares da mesma operadora e negociar pacotes de descontos – incluindo, também, ligações para telefones fixos. Nos namoros à distância, o impacto do DDD chega a assustar. Alternativas básicas: comparar as tarifas das operadoras, dar preferência a horários promocionais e usar a tecnologia. Existem vários sistemas que permitem a comunicação online com custos mais do que competitivos.

2. Adote o transporte compartilhado
Haja transporte para manter os apaixonados juntos! Se moram longe, o impacto no orçamento é ainda maior. Quando ambos têm carro, a dica é fazer um revezamento para ninguém gastar demais, ou seja, as mulheres não devem usar a importância do cavalheirismo como desculpa para não colaborar.

3. Invista em um presente original
A demonstração do amor não está atrelada ao alto custo do presente; não há ligação entre mais amor e presente valioso. Esse é um aprendizado importante para muitos casais! Na maioria das vezes, vale mais um presente criativo, confeccionado pela pessoa amada. A dica é pensar em um mural de fotos, escrever uma carta de amor ou preparar um jantar especial. Se for comprar um presente, opte por algo realmente necessário – em vez de encher o outro de flores e ursinhos de pelúcia, talvez o mais indicado seja comprar presentes úteis.

4. Faça programas alternativos
Embora ninguém goste de namorar em casa, os passeios contribuem para que a conta aumente consideravelmente. Nesse caso, os apaixonados devem considerar a situação financeira de ambos, ou seja, se podem ou não bancar passeios a lugares distantes e caros. De qualquer maneira, o bom senso diz que é preciso dosar. Se em um final de semana a opção for por um passeio mais caro, em outro vale alugar um DVD e assistir, comendo pipoca. O indispensável é estar junto, correto?

5. Lembre-se que pagar a conta não é atributo masculino
Se ambos têm renda, por que não dividir ou revezar o pagamento da conta? É claro que o casal não precisa andar com a calculadora na mão para saber quantos centavos cada um deve pagar, mas não há nada de errado em conversar sobre dinheiro. A comunicação e o companheirismo são fundamentais a um bom relacionamento, por isso, falar sobre dinheiro com naturalidade é muito saudável para o namoro.

O livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, de Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, traz como proposta a reflexão sobre o dinheiro, trazendo dicas simples de como melhorar as finanças sem grandes sacrifícios. Por meio de histórias e depoimentos de sucesso e de fracasso no trato com o dinheiro, o livro pretende despertar o interesse e a reflexão sobre o papel do dinheiro na vida de todos nós.

Mulheres ou homens: quem gasta mais?

Embora seja óbvia a diferença entre os gastos de homens e mulheres existe um mito, que adquiriu status de verdade absoluta em todo o mundo, sobre os “exorbitantes” gastos femininos. Ao contrário do que prega o senso comum, as mulheres na verdade gastam menos do que os homens, de acordo com Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, autores do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, da Primavera Editorial. Os jornalistas – que fizeram uma série de entrevistas durante a elaboração do livro – afirmam que as mulheres têm fama de gastar mais porque investem para acompanhar as tendências da moda. Em contrapartida, os gastos masculinos são caracterizados por bens mais caros.

Segundo Marília Cardoso, os homens gastam mais com tecnologia e carros, portanto, produtos mais caros; as mulheres com moda e cosméticos. “As mulheres compram com mais frequência, mas gastam menos do que os homens. O que ocorre é que as cobranças sociais são diferentes. Enquanto os homens estão preocupados em impressionar as mulheres com carros luxuosos, tecnologia de ponta e relógios caros, as mulheres desejam estar sempre lindas e elegantes. Ou seja, haja salão de beleza e banho de loja!”, detalha a jornalista. De acordo com Marília, o que torna homens e mulheres iguais na gestão do dinheiro é que ambos são suscetíveis, na mesma medida, a cair em tentações consumistas. “O que muda são os produtos, mas os dois têm a mesma propensão a assumir dívidas por conta de produtos supérfluos”, afirma.

O perfil de gastos se iguala na juventude
Luciano Gissi Fonseca destaca os gastos entre homens e mulheres – e a propensão para o endividamento – se igualam entre os jovens, sobretudo pela “necessidade” de se inserir em determinado grupo. “Não importa a tribo, sempre há um padrão de vestuário e consumo para cada uma delas. A maioria dos jovens viu os pais financiarem o carro da família em intermináveis prestações, ou fazerem despreocupadamente as compras no supermercado com o cartão de crédito. Essa desenvoltura em utilizar a fartura de crédito influencia muito a atitude de ambos os sexos”, afirma Fonseca. O jornalista cita, inclusive, pesquisa realizada pelo Instituto Akatu em parceria com a Unesco com jovens de 24 países dos cinco continentes, cuja conclusão aponta os brasileiros como os mais consumistas do mundo, ficando à frente dos franceses, japoneses e norte-americanos. “Dos brasileiros entrevistados, 37% apontaram as compras como um assunto de muito interesse no dia a dia, sendo que para 78% a qualidade é o principal critério de compra, antes mesmo da análise do preço. Todos, homens e mulheres, se sentem obrigados a andar na moda e a ter tudo o que a tecnologia oferece de mais moderno”, salienta o jornalista.

No livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca mostram que o dinheiro é uma das poucas coisas que faz parte da vida de todos os seres humanos, independente da classe social, sexo, cor e religião. A presença do dinheiro é tão comum que poucos param para pensar o tipo de relação que têm com ele. “No livro, fizemos questão de destacar depoimentos de sucesso e de fracasso no trato com o dinheiro, justamente para despertar o interesse e a reflexão sobre o papel do dinheiro na vida de cada um, independente de sermos homens ou mulheres”, salienta Marília.

Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn concluem livro sobre os 40 anos da revista Placa

“A história de Placar é redigida com a bravura do bom jornalismo, que não se curva ao opressor para mostrar o traseiro para o oprimido.” A frase, de Millôr Fernandes, define a trajetória da revista que há 40 anos influencia o jornalismo esportivo no País. Na década de 1970, época de efervescência no esporte brasileiro com a seleção brasileira desembarcando no México para a conquista do tricampeonato mundial, começa o primeiro tempo da revista Placar. A capa da primeira edição – que chegou às bancas em 20 de março de 1970 – estampava a foto de Pelé, jogador intrinsicamente ligado aos momentos importantes da publicação esportiva da Editora Abril. Conhecida, até então, como distribuidora oficial das histórias em quadrinho da Disney no Brasil, a editora recriou o amuleto da sorte do pato mais rico do mundo e cunhou uma moeda com a efígie de Pelé para a divulgação do lançamento da revista – ideia de Victor Civita, que escolheu pessoalmente o fornecedor e o escultor. Revestida com o rosto do Rei, a moeda era o brinde aos “sortudos” compradores da Placar. O início da publicação e as histórias que permeiam todas as fases de Placar – dividida pelos autores em primeiro e segundo tempo, conforme a periodicidade da publicação – são contados pelos jornalistas Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn, no livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar”, da Primavera Editorial.

A redação dos sonhos – composta ao longo da história de Placar por Carlos Maranhão, José Maria de Aquino, Michel Laurence, Juca Kfouri, João Rath, Celso Kinjô, Sérgio Martins, Marcelo Rezende, Lemyr Martins, Ari Borges, Alfredo Ogawa, Leão Serva, Thomaz Souto Corrêa, Kátia Perin, Paulo Nogueira, Sérgio Xavier, Paulo Vinícius Coelho (PVC) e André Risek, entre outros – produziu matérias antológicas, que estão reproduzidas em “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar”.

Um dos exemplos é a ampla cobertura da Máfia da Loteria, esmiuçada por Chiarioni e Kroehn no capítulo “O jogo que deu errado”, com depoimentos dos jornalistas e reproduções de matérias veiculadas na época. (…) “A loteria esportiva fazia parte do imaginário de enriquecimento fácil do povo brasileiro na década de 1970. Entretanto, deu zebra. E o responsável por tal resultado foi uma reportagem da Placar.” Um outro exemplo é a reportagem de Kátia Perin, que conquistou o Prêmio Esso de Informação Esportiva, pautada por Marcelo Duarte, sobre o primeiro time do Rei, o Bauru Atlético Clube (BAC), em 1955. (…) “O Pelé encerrou. Ele ficou maravilhado, queria ver a foto de todo mundo, queria o telefone das pessoas, perguntava como eles estavam; e no fim, acabou sendo uma entrevista de bate-papo. Ele ficou muito emocionado – relembra Kátia.”

Momentos difíceis do esporte também permeiam a história de Placar, como os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando terroristas invadiram a Vila dos Atletas e deixaram um rastro de sangue. Na matéria, o desabafo de Michel Laurence. (…) “Eu deveria estar aqui em Munique para escrever sobre medalhas, honrar heróis, consolar os vencidos. Mas são mortos que eu conto. Mortos a tiros, a faca, a fogo. É sobre essa estatística que eu tenho que trabalhar…”

Em Placar Todos os Esportes, uma nova fase da publicação. (…) “Na época, Carlos Maranhão embarcou para os Estados Unidos e, apesar de o futebol brasileiro ter conquistado a segunda colocação nos Jogos Olímpicos, a melhor posição desde então, ele enfatiza que foram os outros esportes que mais pautaram a cobertura em solo americano. A natação com Ricardo Prado, recordista mundial; o atletismo, com a medalha de ouro de Joaquim Cruz; e o vôlei, com a equipe que ficou conhecida como Geração de Prata, como mostra a matéria O sonho acaba em Prata, publicada em Placar Todos os Esportes, de 17 de agosto de 1984…”

TRECHOS DO LIVRO

(…) “A revista foi bolada pelo Hamilton Almeida Filho e Paulo Patarra, para não cometer injustiças. É engraçado isso, porque o Maurício Azêdo e o Aristélio Andrade foram os caras que levaram a ideia, mas não foram os caras que pimpa, pegaram a coisa.” Michel Laurence.

(…) “Eu sempre me interessei em contar histórias do futebol, fazer reportagens sobre o futebol, tentar contar os bastidores, aquilo que acontecia na cabeça dos jogadores, coisas paralelas do futebol. Antes de qualquer definição, eu sou um jornalista.” Carlos Maranhão.

(…) “O ritual das terças-feiras era igual para outros garotos. Acordar e comprar Placar. Comecei a minha vida de Placar como leitor, em 1973. Acordava às terças-feiras e ia para a banca. Era a primeira coisa que eu fazia naquele meu dia. Alguns dias, ela atrasava ou o jornaleiro não chegava com ela. Geralmente, a revista chegava por volta das 8h30. E eu ficava esperando. Em outros, o preço da revista aumentava, aí eu tinha que ir para casa pegar mais dinheiro. Eu era leitor fiel, toda semana comprava. Independente do meu time, o Corinthians, ir bem ou não. Lia a revista na própria terça-feira…” Marcelo Duarte, autor da série Guia dos Curiosos e ex-diretor de redação da Placar.

(…) “Placar e eu começamos praticamente juntos nossa vida no esporte. A revista em 1970; eu no ano seguinte, quando vesti a camisa profissional do Flamengo pela primeira vez. Nesse período, aconteceu uma das reportagens mais marcantes, onde toda a minha família foi reunida para a foto. Esta é a única vez em que todos aparecem juntos com a camisa rubro-negra.” Zico, prefácio do livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar”.

(…) “O garoto de 24 anos, barbudinho e comunista, chegava para liderar uma equipe que contava com repórteres experientes. Na edição de 15 de março de 1974, cuja capa trazia a fórmula da força dos exercícios físicos da seleção brasileira – com os preparadores Carlos Alberto Parreira e Raul Carlesso contando sobre os aprendizados internacionais – o expediente trazia como chefe de reportagem José Carlos Kfouri, no lugar de Hedyl Valle Júnior, que passou à função de chefe de redação… Entre os repórteres orientados por Juca, em São Paulo, Michel Laurence, José Maria de Aquino e Carlos Maranhão. No Rio de Janeiro, José Trajano e Raul Quadros; em Porto Alegre, Divino Fonseca.” Trecho do livro.

(…) “Intitulada de Deus é alegria, Deus é Corintians (sem o h), a matéria ganhou página dupla e destacou, na época, um outro lado do recém-empossado Cardeal de São Paulo (Dom Paulo Evaristo Arns). Relatou a história de um homem que, na solidão do Palácio Episcopal, sofria em frente à tevê pelas derrotas e conquista de seu time do coração: o Corinthians, um clube que, aliás, aprendeu a torcer por causa de seu grande amor ao povo da cidade. Tudo o que puder fazer pelo Corinthians, eu faço!, reforçara o Cardeal a Maranhão na apresentação de seu texto, nas páginas 9 e 10 daquela edição.” Trecho do livro

(…) “De fato, o automobilismo só tinha a ganhar com a chegada de Placar Todos os Esportes. Se a missão era ir além e abordar os outros esportes, o deleite era óbvio. Os repórteres estavam no caminho certo. O passo para uma revista plural em todas as modalidades e o fim da monocultura futebolística pareciam sem volta. Mas, a paixão pela revista, marca maior de todas as entrevistas feitas pelos repórteres, ficou evidenciada na mudança promovida na Placar, em 1984.” Trecho do livro

O livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar” será distribuído nacionalmente pela SuperPedido Exclusivas, unidade de negócio da SuperPedido Tecmedd – a maior distribuidora de livros do Brasil.

AUTORES

Bruno Chiarioni é jornalista por formação e opção. Integrante do Curso Abril de Jornalismo, em 2005, fez carreira em canais como Rede TV!, Bandeirantes, ESPN Brasil e Record. Hoje, atua como editor-executivo do Conexão Repórter, apresentado por Roberto Cabrini, no SBT. Quando não está trabalhando, devora livros, curte boa música, é fã de um café passado na hora e fala pelos cotovelos. Chiarioni vive de histórias: dos outros e das próprias. O livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar” marca sua estreia nas prateleiras das livrarias nacionais.

Márcio Kroehn
iniciou a aventura no mundo das palavras pelos quadrinhos, quando ganhou o primeiro lugar no concurso “Conte uma história de arrepiar”, promovido pela revista Turma do Arrepio. Era 1991 e o menino se divertia entre as palavras e a bola. A vontade de ser jogador profissional fez com que fosse goleiro do Clube Pequeninos do Jockey, no futebol de campo, e da GM/Chevrolet, no futsal. Mas a atração pelas letras parecia maior do que o talento com a bola; o suor passou a ser despejado nos livros do curso de jornalismo na Universidade São Judas. Concentrou os trabalhos acadêmicos no meio esportivo e, dessa forma, conheceu o jornalista Juca Kfouri – que o convidou para organizar o livro “Por que não desisto – futebol, dinheiro e política” (Disal Editora, 2009). O jornalista poderia continuar com as histórias do esporte, mas foi parar em economia, em 2002, na CardNews Magazine. Hoje, atua na revista IstoÉ Dinheiro e tem a convicção de que repórter não precisa ter a marca de uma editoria, basta contar uma boa história, seja qual for o tema. De arrepiar, de preferência.

As crianças devem participar da compra de material escolar?

Mal saem das fraldas, as crianças já se portam como grandes consumidores. Embora o contato com o dinheiro seja praticamente inexistente, está comprovado que os pequenos interferem no orçamento familiar e influenciam os hábitos de consumo de famílias de todas as classes sociais. Nos Estados Unidos, as despesas de crianças com idades entre 4 anos e 12 anos cresceram 400% na década de 1990; no Brasil, calcula-se que a garotada influenciou gastos da ordem de US$ 90 bilhões no mesmo período. Diante dessa influência infantil nos gastos da família, muitos especialistas recomendam aos pais que deixem as crianças em casa na hora de comprar o material escolar. Ao contrário, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca – autores do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, da Primavera Editorial – defendem que a compra de material escolar é uma excelente oportunidade de incutir conceitos de educação financeira na vida dos pequenos.

Segundo Marília Cardoso, os filhos carregam dos pais muito mais do que a herança genética. A forma como cada um lida com o dinheiro tem íntima relação com conceitos e ensinamentos assimilados na infância. “Os pais têm a missão de mostrar que o dinheiro não cai do céu nem brota em árvores; lição que resolve dois problemas de uma única vez. Primeiro porque justifica as saídas diárias para o trabalho; segundo, forma cidadãos conscientes do seu consumo”, afirma a jornalista. Na visão de Marília, a conversa franca requer um bom preparo dos pais, que devem tomar cuidado com frases como “estou saindo para ganhar dinheiro”. Uma criança pequena pode acreditar que se “ganha” dinheiro, ou seja, não associa a moeda à conquista por meio do trabalho e não assimila a noção de valor implícita no trabalho. “É importante que desde muito cedo as crianças aprendam o sentido correto das palavras dinheiro e prioridade”, defende Marília.

Luciano Gissi Fonseca destaca que o início do ano concentra dívidas adquiridas nas festas de fim de ano e despesas fixas como IPTU e IPVA, além do material escolar. “Fica visível para a criança que os pais estão preocupados, mas ela não consegue identificar os reais motivos que os levam a fazer tantas contas; tampouco entendem o motivo de não poder participar da compra do material escolar. O ideal é que a criança participe das compras e que os pais aproveitem a ocasião para ensinar limites e para falar sobre valores que serão importantes durante toda a vida. Na prática, ao incluir a criança no processo de compra, os pais colaboram na formação de cidadãos que praticam o consumo consciente”, afirma Fonseca.

Entre as dicas de educação financeira para crianças, destacadas no livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, os jornalistas citam:

- Coloque seu filho em contato com o dinheiro; reforce que as moedas e cédulas precisam ser bem conservadas porque, quando danificadas, o governo gasta o nosso dinheiro para repô-las.
- Mostre que algumas moedas e cédulas valem mais que outras, mas que todas têm valor.
- Na compra do material escolar, procure distinguir coisas caras das baratas; os pequenos precisam entender esse conceito.
- Mostre a diferença entre querer e precisar, destacando que as necessidades básicas estão contidas no item precisar; o querer pode esperar.
- Ensine a fazer escolhas – quando a criança quiser dois itens, faça-a escolher apenas um para que aprenda a eleger as suas prioridades.
- Detalhe com a criança a lista do material escolar; lembre que nada que está fora da relação deve ser comprado.
- Peça a colaboração dos tios e avós na educação financeira, pois eles podem colocar tudo a perder se derem presentes e dinheiro o tempo todo.

Segundo os autores, a principal dica é lembrar que a educação financeira está centrada no diálogo e no exemplo. Ou seja, não adianta um discurso perfeito sobre consumo consciente se a criança se depara com os pais gastando mais do que podem.

Marília Cardoso – Jornalista pós-graduada em comunicação empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo, Marília Cardoso iniciou sua carreira em 2004, auxiliando no atendimento de assessoria de imprensa de clientes como Pinnacle Systems, Kasinski Motos, Cartuchos Maxprint, Tablett Distribuidora de Informática e Hospital Professor Edmundo Vasconcelos. Na redação atuou como produtora e repórter de programas de rádio e televisão nas emissoras Rede Mulher, Rede Gazeta e Rádio Trianon, nos segmentos de saúde, beleza e comportamento. Em comunicação empresarial desenvolveu estratégias de marketing, comunicação interna e conteúdo editorial para empresas como Petroquímica Braskem, Laboratório de Analises Clínicas Criesp, Arroz Brejeiro e Tigre. Recentemente fundou a InformaMídia Comunicação, agência especializada em comunicação corporativa e relações com a imprensa, que atende clientes como Baggio Coffees, San Marco Alimentos e professor Marcos Morita. É colaboradora da Revista Comunicação Empresarial, publicação editada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), e participa de Congressos de Comunicação com a publicação de artigos científicos da área.

Luciano Gissi Fonseca – Jornalista e radialista, Luciano Gissi Fonseca iniciou sua carreira em 1994, na agência Asa de Comunicação, em Belo Horizonte (MG), onde atuou na área de marketing. Na sequência, integrou a equipe da TV Aratu de Salvador. Como jornalista das editorias de comportamento e esportes, publicou matérias em vários veículos como portal Zip.net e o jornal japonês International Press. Como assessor de comunicação, desenvolveu projetos para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), escritório de advocacia Oliveira Neves & Associados e Informa Group Latin America. Atualmente é diretor de criação e de imprensa da Take 4 – Comunicação Estratégica e gerencia ações de mídias sociais e jornalismo corporativo para diversas empresas do Brasil e do exterior.

“Mohamed, o latoeiro”, de Gilberto Abrão

“Esta história é uma mescla de realidade e ficção. Deixo a seu bel-prazer, leitor, o ato de determinar o que é realidade e o que é ficção. Divirta-se.” A provocação de Gilberto Abrão, autor de “Mohamed, o latoeiro”, é um convite para “ingressar” em um romance singular que compõe um retrato emocionante da imigração árabe no Brasil – as marcas na cultura brasileira, os amores e dilemas de imigrantes árabes que enriqueceram a cultura do país, acrescentando “condimentos” no caldeirão ético nacional. O lançamento da Primavera Editorial promete encantar leitores ávidos por informações sobre a presença da comunidade árabe no País.

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“Mohamed, o latoeiro” marca a estreia do escritor Gilberto Abrão, que aos 10 anos foi enviado ao Líbano pelos pais para estudar o idioma árabe e aprender mais sobre a cultura e a religião muçulmana. Educado em dois mundos distintos, o árabe e o brasileiro, o autor usou sua história de vida para transpor para o papel a trajetória de Mohamed, um jovem imigrante sírio que chega ao Brasil no início do século passado. Por meio da trajetória de Mohamed, Gilberto Abrão mostra com maestria que os pontos decisivos da existência humana não decorrem dos fatos, sim de revisões que usamos para falar da própria vida.

Mohamed Ibrahim Othman é latoeiro, mas poderia ser pastor de cabras, vendedor de frutas, mascate. Longe de ser um herói, o protagonista é um homem com profundas contradições e dilemas; uma pessoa que traz as marcas da transição de uma sociedade conservadora para uma estrutura social contemporânea, globalizada. A história de Mohamed se passa no cotidiano, espaço e tempo em que amamos, temos filhos, fazemos amigos e nos separamos. O ponto de partida é o vilarejo natal, onde a vida era regrada pelas tradições familiares e árabes. Ao chegar no Ocidente, o protagonista se depara com uma realidade muito diferente da relatada por parentes que já viviam aqui. Diante do desafio de conseguir algum tipo de trabalho, Mohamed fez de tudo um pouco até estabelecer-se como latoeiro. Conforme os anos iam passando, a saudade da família na Síria só aumentava o desejo de voltar para o local da infância. Entretanto, atrelado ao dia a dia, foi criando raízes na nova terra e misturando a cultura árabe com a brasileira.

O choque cultural e religioso é apenas um vértice da trajetória de Mohamed e de Gilberto Abrão (nascido em Curitiba, em 1943) – que fez o caminho inverso ao do protagonista, indo do Brasil ao Líbano. Educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses, aos 10 anos Gilberto Abrão foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e polítcos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor. “Rato de biblioteca”, Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além velhos jornais de Angola e Moçambique.

Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou a Cutiriba em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). No início da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta.

Amigos – entre eles a professora Juracy Saraiva, mestre e doutora em literatura – desde 1983 insistem para que Gilberto Abrão escreva um livro. Dividido entre “ganhar dinheiro ou fazer literatura”, sempre escolheu a primeira opção. “Por conta de uma cirurgia no joelho, que me obrigou a ficar 40 dias em casa, decidi aceitar a sugestão da minha esposa e iniciar um livro. Comprei um notebook e comecei a escrever Mohamed, o latoeiro”, afirma, acrescentando que ainda continua dando as aulas de inglês. Mais informações sobre o autor podem ser obtidas na entrevista concedida ao blog da Primavera Editorial. Link:

http://aprimaveraeditorial.wordpress.com/2009/09/03/gilberto-abrao-um-escritor-que-retrata-a-comunidade-arabe-em-palavras/

MOHAMED, O LATOEIRO

Página 16
(…) “Havia mais de quatrocentos anos que a Síria estava sob o domínio do Império Otomano. Em todo o extenso território Sírio, que incluía os atuais Síria, Líbano, Jordânia, Israel e territórios palestinos, havia revoltas cada vez mais violentas. O povo sofria com o confisco contínuo de suas lavouras, com a falta de acesso às escolas para a esmagadora maioria da população e com a arrogância dos turcos. Embora os turcos tivessem, como os árabes, a religião mulçumana, seu domínio era extremamente violento. As cadeias turcas estavam repletas de prisioneiros árabes que cometeram crimes tão insignificantes quanto falar mal do sultão em um café.”

Página 20
(…) “Ibrahim gostou de ser chamado de Abu Mohamed. Era sinal de respeito. Segundo a tradição árabe, todo homem deve ter pelo menos um filho para que haja continuação do nome. Quatro ou cinco, melhor ainda: garante a preservação do nome de forma mais ampla. As meninas não dão prestígio, em vez disso, dão preocupação e podem até desonrar o nome da família. Fátima tinha dado a Ibrahim uma filha, a menina Yemma, que ele adorava. Mas estava ansiosamente esperando por um menino e, finalmente, viera Mohamed, graças a Deus!”

Página 31
(…) “Em 1914, aconteceu o que todos esperavam desde antes da queda do sultão Abdul Hamid: o Ocidente e a Rússia declararam guerra ao Império Otomano e à Alemanha. Começou, então, o reino do terror, do confisco, da fome, da miséria, das mortes por uma causa que não dizia respeito aos árabes, do êxodo em massa, do enforcamento e da crucificação de dezenas de homens de uma mesma aldeia. Nessa época, Mohamed, já com seis anos, era levado ao xeique para aprender o Alcorão.”

Página 58
(…) “Décimo mês, tishrin al-Awal, de 1918. Aos dez anos, Mohamed testemunhou uma grande festa na aldeia e em todo o território alauita. Os turcos tinham sido derrotados e, finalmente, expulsos da Síria. Exatamente no mês em que ele completava dez anos, as tribos de beduínos do xerife Hussein Ibn Ali, comandadas pelo oficial britânico Thomas Edward Lawrence, ou Lawrence da Arábia, tomavam Damasco. Todos os árabes festejaram a grande derrocada do Império Otomano. Tinham esperanças que a França e a Inglaterra lhes trariam liberdade, educação e prosperidade. Seria então restabelecido o grande califato árabe-islâmico, do golfo Pérsico até o Mediterrâneo e, quem sabe, até o Egito e em todo o norte da África.”

Página 172 e 173
(…) “Dez dias após o embarque em Lataquia, os passageiros do Corintho passaram por Port Said no Egito, Pirineus na Grécia, Nápoles e Gênova na Itália e, finalmente, chegaram à Marselha. Ali, deixaram o barco grego Corintho, passariam duas noites em um hotel e embarcariam dois dias depois em um navio francês que os levaria ao seu destino final, as Américas. Em cada uma das cidades a que o navio aportada, Mohamed e Abdo Cabeção se surpreendiam com as novas coisas que viam. Ficavam maravilhados com algumas coisas e chocados com outras. O número de automóveis, por exemplo, assustava-os. Os casais caminhando pelas ruas abraçados, trocando beijos aos olhos de todos, chocava-os. A visão das ruas limpas deixava-os encantados. As mulheres loiras e cheirosas que entravam e saíam das lojas, com os alvos colos aparecendo, deixavam atordoados os dois jovens viajantes. Eles olhavam tudo e tudo estranhavam naquele mundo tão diferente. Seria o Brasil assim?”

Página 204
(…) “De repente, ouvem o som familiar de uma mijuez*. Lá estava Mohamed, encostado à parede da estação, vestindo um elegante terno listrado, com o detalhe do lenço branco, displicentemente colocado no bolsinho do paletó, fazendo com que as pontas caíssem do bolso, como pétalas de uma grande rosa madura. O chapéu de feltro e o sapato bicolor realçavam a elegância do traje. Mohamed tinha avistado o grupo de árabes, reconhecendo neles Kamel, Khalil e Abdo bu Ras que, impacientemente, o procuravam com os olhos, enquanto ele se deliciava a observá-los distantes dele uns cem metros. Tirou, então, da mala a mijuez e começou a tocar. Os acordes ressoaram por todo o pavilhão da estação.”
*Mijuez: tipo de flauta confeccionada com bambu.

Página 210
(…) “Nos primeiros dias após a chegada de Mohamed na Confeitaria Damasco, Kamel Khalil, Hussein al-Omairi e Abdo bu Ras, este quando estava de folga do trabalho, fizeram uma incursão visitando todos os árabes que tinham vindo no final do século dezenove e início do século vinte. A maioria deles estava no Brasil há trinta, quarenta ou cinquenta anos. Os mais antigos tinham chegado ao Brasil ainda no Império; na maior parte eram cristãos que haviam fugido da opressão otomana e vinham com o laissez-passer turco. Daí a razão porque os árabes, chegados nessa época, cristãos ou mulçumanos, eram chamados de turcos, embora não soubessem dizer mais do que meia dúzia de palavrões na língua turca.”

Categoria: romance
Formato: FORMATO 16 x 23 cm
Páginas: 432
Acabamento: brochura
ISBN: 978-85-61977-11-5
Preço sugerido: R$ 47,80

Crianças & dinheiro: qual é o melhor momento para iniciar a educação financeira?

Os filhos carregam dos pais muito mais do que a herança genética. A forma como cada um lida com o dinheiro tem uma íntima relação com conceitos e ensinamentos assimilados na infância. A educação é a chave para o sucesso financeiro, pois até o mais rico dos ricos pode empobrecer se não souber gastar a sua fortuna; enquanto pobres podem enriquecer ao administrar os recursos financeiros com inteligência e precisão. Mas, como e quando devemos iniciar a educação financeira das crianças? A resposta a essa questão está detalhada no capítulo “Crianças”, um dos destaques do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, dos jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca. Parte do portfólio da Primavera Editorial, a obra traz dicas preciosas de como abordar a questão com crianças e pré-adolescentes.

O contato das crianças com o dinheiro é praticamente inexistente, mas elas interferem no orçamento familiar e influenciam os hábitos de consumo mais do que imaginamos. Nos Estados Unidos, as despesas de crianças com idades entre 4 anos e 12 anos crescreram 400% na década de 1990; no Brasil, calcula-se que a garotada influenciou gastos na ordem de US$ 90 bilhões. Segundo Marília Cardoso, os pais têm a missão de mostrar que o dinheiro não cai do céu nem brota em árvores. “Essa nobre lição resolve dois problemas de uma única vez. Primeiro porque justifica as saídas diárias para o trabalho; segundo, forma cidadãos conscientes do seu consumo”, afirma a jornalista.

A conversa franca requer um bom preparo dos pais, que devem tomar cuidado com frases como “estou saindo para ganhar dinheiro”. Uma criança pequena pode acreditar que se “ganha” dinheiro, ou seja, não o associa com a conquista por meio do trabalho e não assimila a noção de valor implícito no trabalho. “É importante que desde muito cedo as crianças aprendam o sentido correto das palavras dinheiro e prioridade”, afirma Marília, acrescentando que a educação financeira deve começar bem cedo, no berço. “Muitos especialistas sugerem que, ao ouvir o choro desesperado de fome do bebê, a mãe não saia correndo para amamentá-lo. A indicação é pegar a criança no colo e, ainda sem oferecer o peito, pedir à criança que espere, tentando acalmá-la. Ela não entenderá absolutamente nada, mas irá perceber que não se pode ter tudo na hora que se quer. Embora não entenda as palavras, a criança vai guardar os gestos e a atitude no inconsciente”, defende a jornalista.

Mimos e superproteção
A compensação está no cerne dos problemas educacionais contemporâneos. Os pais se sentem culpados pela ausência imposta pela vida profissional e tentam suprir com dinheiro e bens materiais. “Sabemos que uma boa educação é composta por carinho, orientação e algumas formas de repressão. Na educação financeira não é diferente! Os pais têm a missão de orientar os filhos a se comportar em relação ao dinheiro, devem mostrar a diferença entre querer e precisar”, afirma Luciano Gissi Fosneca, coautor do livro.

Marília Cardoso chama a atenção para uma questão muito atual: os pais devem dar presentes no Dia das Crianças? “Muitos pais têm dúvida se presentear em datas comerciais não torna os filhos consumistas. De modo geral, o que aconselhamos é que os pais evitem os presentes fora de época. As crianças devem aprender a esperar por aquele dia especial como o aniversário, o Natal, o Dia das Crianças. É possível até estimulá-los a guardar parte da mesada para que eles mesmo busquem o presente que quiserem”, afirma a jornalista.

Questões como “dinheiro de plástico” – que passam a noção errônea que os cartões de crédito e cheques são uma fonte de dinheiro inesgotável –; a mesada nas diferentes faixas etárias; e participação no orçamento são alguns dos temas abordados no livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”.

Marília Cardoso
Jornalista pós-graduada em comunicação empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo, Marília Cardoso iniciou sua carreira em 2004, auxiliando no atendimento de assessoria de imprensa de clientes como Pinnacle Systems, Kasinski Motos, Cartuchos Maxprint, Tablett Distribuidora de Informática e Hospital Professor Edmundo Vasconcelos. Na redação atuou como produtora e repórter de programas de rádio e televisão nas emissoras Rede Mulher, Rede Gazeta e Rádio Trianon nos segmentos de saúde, beleza e comportamento. Em comunicação empresarial desenvolveu estratégias de marketing, comunicação interna e conteúdo editorial para empresas como Petroquímica Braskem, Laboratório de Analises Clínicas Criesp, Arroz Brejeiro e Tigre. Recentemente fundou a InformaMídia Comunicação, agência especializada em comunicação corporativa e relações com a imprensa, que atende clientes como Baggio Coffees, San Marco Alimentos e professor Marcos Morita. É colaboradora da Revista Comunicação Empresarial, publicação editada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), e participa de Congressos de Comunicação com a publicação de artigos científicos da área.

Luciano Gissi Fonseca
Jornalista e radialista, Luciano Gissi Fonseca iniciou sua carreira em 1994, na agência Asa de Comunicação, em Belo Horizonte (MG), onde atuou na área de marketing. Na sequência, integrou a equipe da TV Aratu de Salvador. Como jornalista das editorias de comportamento e esportes, publicou matérias em vários veículos como portal Zip.net e o jornal japonês International Press. Como assessor de comunicação, desenvolveu projetos para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), escritório de advocacia Oliveira Neves & Associados e Informa Group Latin America. Atualmente é diretor de criação e de imprensa da Take 4 – Comunicação Estratégica e gerencia ações de mídias sociais e jornalismo corporativo para diversas empresas do Brasil e do exterior.

PRIMAVERA EDITORIAL
Investindo em diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira e policiais, entre outras, as obras da Primavera Editorial são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. No portfólio da editora estão títulos de sucesso como La llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 profissão solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de verão (Edna Bugni, Brasil), A décima sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As duas faces da abóbora (Caco Porto, Brasil), Há muito o que contar…aqui (Alison Louise Kennedy, Escócia), Mohamed, o latoeiro (Gilberto Abrão, Brasil) e A neta da maharani (Maha Akhtar). Pelo selo BIZ – criado para a publicação de livros que fomentam uma cultura corporativa positiva –, a Primavera Editorial lançou o Manual de gentilezas do executivo (Steve Harrison) e As 3 leis do desempenho – reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida (Steve Zaffron e Dave Logan). Com o selo EDU, uma alusão à palavra inglesa education, associada à educação continuada, a Primavera Editorial criou uma divisão que representa o investimento da editora no segmento de não-ficção. O anel que tu me deste – O casamento no divã (Lidia Rosenberg Aratangy, Brasil); Livro dos avós – Na casa dos avós é sempre domingo? (Lidia Rosenberg Aratangy e Leonardo Posternak, Brasil); e Você sabe lidar com com o seu dinheiro? Da infância à velhice (Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, Brasil) são os primeiros lançamentos do selo.

Até dezembro de 2009, a Primavera Editorial lançará mais dois títulos: “O véu”, de Luis Eduardo Mata, e “Na ponta do leque”, de Jocelyne Godard.

PARCERIA COM SUPERPEDIDO TECMEDD AUMENTA 40% DAS VENDAS DA PRIMAVERA EDITORIAL

A crise mundial não afetou os negócios da Primavera Editorial. Prestes a completar o primeiro ano de investimentos em novos talentos da literatura nacional e estrangeira, a editora está comemorando um aumento de 40% nas vendas, após a aliança estratégica com a Superpedido Exclusivas, unidade de negócio da Superpedido Tecmedd – empresa criada recentemente que se tornou a maior distribuidora de livros do Brasil com receita anual de R$ 84 milhões, carteira de 2 milhões de títulos e atendimento a mais de 1,5 mil editoras.

Desde março de 2009, a Superpedido Exclusivas – dirigida por Ivo Camargo – assumiu a gestão de comercialização, crédito e logística da Primavera Editorial que, por sua vez, passou a focar exclusivamente a produção editorial e marketing. Com a parceria, a Superpedido Exclusivas coloca à disposição da editora tecnologia de ponta e padrões de excelência no relacionamento com a cadeia de distribuição do mercado editorial nacional. A parceria resultou no aumento das vendas mensais de livros como La llorona (Marcela Serrano, Chile); 31 profissão solteira (Claudia Aldana, Chile); Solstício de verão (Edna Bugni, Brasil); A décima sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha); As duas faces da abóbora (Caco Porto, Brasil); Manual de gentilezas do executivo (Steve Harrison, Estados Unidos); e As 3 leis do desempenho – Reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida (Steve Zaffron e Dave Logan), obras que hoje estão disponíveis em mais de 600 livrarias de Norte a Sul do Brasil.

Em paralelo, a equipe da Primavera Editorial consolidou a proposta de “descobrir” novos autores, especialmente os brasileiros estreantes e os estrangeiros que não foram publicados no Brasil. É nesse contexto que reside uma segunda conquista. A Primavera Editorial será a editora brasileira da escocesa Alison Louise Kennedy, autora consagrada na Europa e vencedora de prêmios literários importantes como Saltire Award, Eifel Literaturpreis e Costa Best Novel Award. Em julho, a Primavera lançou o romance “Há muito o que contar… aqui” (Day), que marca a estreia da autora no mercado editorial nacional.

A crise e os obstáculos pertinentes à produção cultural no Brasil não arrefeceram o entusiasmo da equipe da editora. Segundo Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial: “ao contrário, estamos com vários planos e faremos novos investimentos para que o segundo semestre de 2009 seja ainda melhor”, afirma a executiva.

Primavera Editorial
Criada em 2008, a Primavera Editorial possui um catálogo formado por obras de diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira, e policiais, entre outras. Entre as características da jovem editora estão a inovação e o pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. Com a proposta de associar a leitura ao entretenimento e lazer qualificado – assim como o cinema, teatro e artes plásticas –, a Primavera Editorial possui um catálogo peculiar, composto por obras de autores nacionais e estrangeiros que têm por linha mestra a produção de uma literatura moderna e de qualidade ímpar, que evoca hábitos e costumes de diferentes povos e épocas; uma literatura instigante e criativa, que se transforma em uma maneira lúdica e pouco convencional de entender melhor a influência das culturas na formação dos povos. Com o selo Biz – alusivo à palavra business e o segundo de uma série de selos segmentados – a Primavera Editorial destaca obras relevantes para a gestão de negócios. Criada na primavera de 2008, a editora lançou títulos de sucesso como La llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 profissão solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de verão (Edna Bugni, Brasil) A décima sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As duas faces da abóbora (Caco Porto, Brasil) e Há muito que contar… aqui (A.L.Kennedy, Escócia) e pelo selo Biz, “Manual de Gentilezas do Executivo – Como pequenos gestos constroem grandes empresas” (Steve Harrison, USA) e “As 3 leis do desempenho – Reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida” (Steve Zaffron e Dave Logan, USA).

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