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Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar
A redação da revista Placar sempre esteve repleta de “malucos” apaixonados pela informação esportiva; profissionais brilhantes que nunca pretenderam ser mais que os protagonistas, ou seja, superar os esportistas. Em “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar”, Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn mostram como a “redação dos sonhos” – com inúmeros erros e acertos – imortalizou o suor dos esportistas em textos e imagens da Placar, que há quatro décadas influencia o jornalismo esportivo do Brasil. Com prefácios de Zico e Rogério Ceni, e apresentação de Mauro Beting, a obra resgata os bastidores de reportagens memoráveis em fotos históricas e depoimentos inéditos de jornalistas como Carlos Maranhão, José Maria de Aquino, Michel Laurence, Juca Kfouri, Celso Kinjô, Marcelo Rezende, Lemyr Martins, Ari Borges, Alfredo Ogawa, Thomaz Souto Corrêa, Kátia Perin, Leão Serva, Paulo Nogueira, Sérgio Xavier, Paulo Vinícius Coelho (PVC) e André Rizek, entre outros.
O início da Placar e as histórias que permeiam todas as fases da revista – dividida pelos autores em primeiro e segundo tempo, conforme a periodicidade da publicação – são contados por Chiarioni e Kroehn. A saga começa na década de 1970, época de efervescência no esporte brasileiro com a seleção brasileira desembarcando no México para a conquista do tricampeonato mundial. A capa da primeira edição – que chegou às bancas em 20 de março de 1970 – estampava a foto de Pelé, jogador intrinsecamente ligado aos momentos importantes da publicação esportiva da Editora Abril. Conhecida, até então, como distribuidora oficial das histórias em quadrinho da Disney no Brasil, a editora recriou o amuleto da sorte do pato mais rico do mundo e cunhou uma moeda com a efígie de Pelé para a divulgação do lançamento da revista – ideia de Victor Civita, que escolheu pessoalmente o fornecedor e o escultor. Revestida com o rosto do Rei, a moeda era o brinde aos “sortudos” compradores da Placar.
Baseado em uma pesquisa documental criteriosa e em inúmeros depoimentos dos profissionais da redação de Placar de todos os tempos, “Onde o esporte se reinventa” é um livro independente, que traça um panorama dos melhores e piores momentos; dos altos e baixos da publicação esportiva da Editora Abril. Honesto com a história e com os seus protagonistas, o livro prima pela seriedade e por estar muito longe de ser um relato “chapa branca”.
Os bastidores do livro
Com projeto gráfico assinado por Douglas Kawazu, a capa do livro traz o antológico troféu “Bola de Prata”, fotografado por Raoni Maddalena. Considerado um dos principais lançamentos da Primavera Editorial, em 2010, “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar” já está disponível nas principais livrarias do País. A ação de pré-venda conduzida pela distribuidora Superpedido Exclusivas – unidade de negócios da Superpedido Tecmedd – fez com que Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, aumentasse a primeira tiragem do livro para 10 mil exemplares. Um verdadeiro “gol de placa”, marcado antes mesmo do lançamento oficial do livro – em 23 de março de 2010, em parceria com O Torcedor Café e a loja Roxos & Doentes, no Museu do Futebol.
Como parte da estratégia de marketing da Primavera Editorial para a divulgação do livro e formação de uma nova comunidade virtual de leitores, o livro dos jornalistas Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn possui o blog Placar Primavera (http://placarprimavera.wordpress.com/), no qual os autores destacam os bastidores da obra, fotos inéditas e histórias, além de informações exclusivas coletadas em uma pesquisa apurada. A editora contratou, ainda, a agência e|ou para desenvolver uma campanha de marketing direto e relacionamento. Entre as peças criadas estão o hotsite Placar 40 anos (www.placar40anos.com.br), banner para o site da Placar, links patrocinados no Google e envio de e-mail marketing para a base de assinantes da publicação. Como temática, a agência optou por notícias extraordinárias e que brincam com “títulos” de reportagens com atualidade questionável: “Extra!!! Romário é convocado para a Copa. Dunga faz esquema especial”. Uma forma divertida de homenagear uma publicação que possui uma legião de fãs de todos os times.
TRECHOS DO LIVRO
PRIMEIRO TEMPO
Página 105
(…) “Ao chegar à Espanha, Juca faz o primeiro contato com a base no Brasil. E deparou-se com uma surpresa desconfortável: o editor Marcelo Vaz atende a ligação. Ele conta a Juca que Celso Kinjô havia sofrido um sério acidente automobilístico, estava hospitalizado, mas bem, e tinha quebrado as duas pernas. A resposta
de Juca foi imediata: providenciaremos um voo de volta. Ao acordar no dia seguinte, um envelope debaixo da porta: “Abro o telex de Celso Kinjô para Juca Kfouri, que era
mais ou menos assim… Juca, eu ditei o texto para o Marcelo enviar
para você. Eu sofri um acidente de carro, razoavelmente grave, mas o pior que me aconteceu foi quebrar as duas pernas. Terça-feira eu estarei na redação de Placar para trabalhar. Se você voltar, eu vou entender isso como uma demonstração
de falta de confiança em mim, o que vai equivaler ao meu pedido de demissão. Não faz nenhum sentido você voltar, eu não escrevo com as pernas, eu não edito com as pernas, eu não vou deixar a peteca cair”. Pontualmente, com longas pausas
silenciosas, Juca descreve o recado de Celso Kinjô. Três dias depois a equipe de Placar na Espanha recebe uma foto tranquilizadora, porém engraçada: Celso Kinjô na
redação trabalhando com as duas pernas engessadas. O sonho do tetracampeonato daquela seleção comandada por Telê Santana permanecia para Juca Kfouri.
E para todo o Brasil.”
Página 107
(…) “Uma das principais características da redação de Placar era a descontração. Sempre. E o departamento de arte, que desenha a revista e coloca no formato que o leitor encontra nas bancas, era quem puxava o coro das brincadeiras. Nas décadas de 1970 e 80, a tensão de produzir uma revista semanal parecia não existir. Mas
ela era presente e combatida com muito bom humor. Sem divisórias que separassem a arte dos jornalistas de texto, as provocações eram comuns. E as premiações também. Às sextas-feiras, foi instituído o Troféu Hipoglós para o redator que esticava o fechamento da edição. Como o domingo era o dia mais importante e
agitado, a sexta deveria ser mais tranquila. Mas alguns insistiam
em atrasar a entrega de uma reportagem.
— Quem ficava sentado tanto tempo, atrasando até às 2 da manhã, ficava todo assado —, conta, cheio de graça, Walter Mazzuchelli, o Anjinho, diretor de arte.”
Página 129
(…) “O choro no microfone da rádio Globo fez Juca Kfouri entender que a dor precisava ser compartilhada e afagada. Refeito do episódio, mas ainda inconformado, o fechamento preocupava o diretor de redação de Placar. Inquieto com o
estado de total perplexidade que o resultado havia causado em Maranhão, Juca havia decidido dar uma força ao amigo e descera ao vestiário para acompanhar as entrevistas. Na saída, um Zico cabisbaixo e reflexivo caminha em direção ao ônibus
da Seleção. Rapidamente, Juca tenta pará-lo para trocar as seguintes palavras:
– Galo!
− Juca… – a expressão e os gestos de Juca demonstram que Zico quis afastar-se, exigia compreensão dos jornalistas, qualquer que fosse, pela dor que sentia. Juca, no mesmo instante, retrucou:
− Galo, não vou te perguntar nada, só vim te dar um abraço e dizer muito obrigado. Vocês proporcionaram uma baita alegria para a gente. Emocionado, eles se abraçam e Zico, já soluçando, sai.”
Página 201
(…) “Na mesma pista de Monza, em setembro de 1972, o Brasil entrava definitivamente na Fórmula 1 com a conquista do mundial por Emerson Fittipaldi, a bordo de um Lotus 72 dourada e preta que virou símbolo nacional. A certeza do
título antecipado foi comemorada nas páginas da revista em “A coroa não escapa mais”, edição 131 de 15 setembro, reportagem de Michel Laurence e fotos de Manoel Motta.”
SEGUNDO TEMPO
(…) “A transição da Placar semanal para a mensal, pós-1990, manteve os velhos costumes da redação. Um deles era a reunião de pauta na filial preferencial dos jornalistas, o Sujinho, bar famoso pelos seus filés localizado na rua da Consolação, em São Paulo. E, claro, cerveja gelada. A enxuta equipe tinha como representantes PVC (Paulo Vinícius Coelho), Celso Unzelte e Anjinho (Walter Mazzuchelli).
Após um dos fechamentos de uma das revistas temáticas – grandes goleiros, grandes estádios, rei da raça etc – a discussão regada a cerveja, cerveja, cerveja e bisteca (nessa ordem) chegou ao jogo entre Palmeiras e Santos, de 1958, um eletrizante
7 a 6 para o time de Pelé e cia. O papo não poderia ser outro: futebol e história sob o comando dos aficionados PVC e Unzelte. “Eles não só adoram futebol como decoram”, esclarece Anjinho. O debate chegou à escalação, quem deveria estar em
campo, quem marcou os gols… Até que PVC começa a revirar a carteira, um trambolho cheio de papéis e badulaques.
— O Paulo Vinícius colocou a mão no bolso, pegou a carteira gorda e tirou um recorte antigo de jornal. Era a súmula do jogo. Ele tinha a súmula de um jogo da década de 50
na carteira! Coisa de louco… – diz Anjinho, em tom exaltado cheio de admiração.”
Página 340
(…) “− Edmundo?
− Sim.
− Quem está falando é o Sérgio Xavier, da revista Placar.
− Sérgio, não posso falar agora. “Me liga” depois.
Um rápido diálogo. O primeiro contato de inúmeros que viriam a ocorrer com o jogador. A missão foi dada a Sérgio Xavier Filho. Edmundo, o Animal. O apelido que marcaria a carreira do jogador fora criado pelo locutor esportivo Osmar Santos. A máxima era concedida ao melhor jogador da rodada e sempre dedicada ao esportista de raça. Mas Edmundo tinha o temperamento arredio, o que fazia o apelido de Animal cair tão bem a ele. Não é por outro motivo que conquistou a fama de jogador “esquentado” e irresponsável. Um homem que não mede a consequência de seus atos. Desistir, jamais. Serginho, como é conhecido no meio jornalístico, sabia que encarar o Animal não seria tarefa fácil. Mas não custava tentar a realização do sonho de colocar Edmundo na capa de estreia da nova Placar. O jeito era tirar
a cisma. Mais alguns telefonemas e Serginho finalmente conseguiu.
Aquela seria a reportagem de reestreia de Placar. Mantendo o formato mensal que assumiu nos primeiros anos da década de 1990, agora a revista trazia uma assinatura instigante: Futebol, Sexo e Rock’n’roll.”
Página 356
(…) Na Copa do Mundo de 1998, Placar inovou ao transferir a redação para a França. Se na Copa de 94 as fotos digitais foram novidade, as edições de Placar eram montadas em solo francês após os jogos e enviadas diretamente para a gráfica no Brasil. “Foi uma experiência nova, e lógico, pagou-se um
preço alto por isso”, diz Marcelo Duarte. A afirmação é uma bronca àqueles que criticaram a decisão de montar uma estrutura na França. A ideia não foi a toque de caixa, houve planejamento e venda de cotas de patrocínio. Porém, “tudo armado,
na hora H, alguém vem assim e fala: ‘nossa, vocês estão gastando, hein?! Dava pra fazer mais barato fazendo daqui’.
HÁ MUITO O QUE CONTAR… AQUI
Com originalidade e sagacidade característicos de Alison Louise Kennedy, a ficção contemporânea “Há muito o que contar…aqui” narra a trajetória de Alfred Francis Day, personagem que na juventude vive os horrores da Segunda Guerra Mundial e que, na maturidade, faz um resgate emocional ao atuar como figurante em um filme sobre prisioneiros de guerra. Sucesso editorial na Europa, o livro – lançado no Brasil pela Primavera Editorial – marca a estreia da autora escocesa no mercado editorial nacional; uma oportunidade para o leitor brasileiro “descobrir” a obra de Kennedy, escritora escocesa que conquistou prêmios literários importantes como Saltire Award, Eifel Literaturpreis e Costa Best Novel Award. Com um projeto gráfico primoroso, baseado em pesquisa detalhada em arquivos de fotos de familiares de pilotos da Força Aérea Britânica, a edição nacional estampa na capa uma foto do ex-combatente Stan Edwards, que a cedeu como forma de homenagear os companheiros que lutaram ao seu lado na Segunda Guerra Mundial.
Com a proposta de trazer ao mercado editorial do Brasil novos talentos da literatura nacional e internacional, a Primavera Editorial tem investido em novos autores, especialmente os estreantes, e em obras que não foram publicadas no Brasil. Segundo Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, a editora tem interesse e assumiu o papel sociocultural de “apresentar” ao leitor brasileiro talentos da literatura nacional e estrangeira. “Não aguardamos as grandes feiras do mercado internacional para adquirir direitos das obras, tampouco aguardamos o livro se tornar um sucesso editorial no país de origem. Na prática, contamos com uma rede internacional e informal de leitores com uma visão contemporânea. São formadores de opinião de faixas etárias distintas, gente que antecipa tendências comportamentais, inclusive de leitura”, detalha a executiva, acrescentando que foi dessa forma que selecionou a obra de Alison Louise Kennedy.
“Há muito o que contar… aqui”
Alfred Francis Day, aviador da Força Aérea Britânica e ex-prisioneiro da Segunda Guerra Mundial nunca esperou sobreviver à guerra. Talvez nunca desejasse essa sobrevida, pois escolheu ser artilheiro em um bombardeiro Lancaster – exposto, solitário e alerta, para seu comandante e tripulação, noite após noite em missões. Após o término da guerra, em 1949, Alfred Day – mais solitário do que nunca – é levado a dias intensos e estranhamente passionais enquanto atua como figurante em um filme sobre um campo de prisioneiros. A reflexão interior, no set de filmagem, dará a Alfred um novo significado para a guerra. Em meio à guerra, ele construiu amizades sólidas com a tripulação e se apaixonou por Joyce, jovem que conhece em um abrigo antiaéreo e que lhe dá motivos para continuar a viver. Em 1949, passados quatro anos de violência – sem amigos e tendo perdido o amor da sua vida, o pleno sentido de viver, Alfred encontra no trabalho como figurante uma nova forma de reconquistar o rumo da vida. Em um campo de prisioneiros artificial, ele se vê cercado por atores, armas de mentira, câmeras e cenários, ocasião em que começa uma busca por uma segunda chance para repensar e amadurecer tudo o que viveu; aprendizado que ocorre de uma forma tranquila e distinta.
A singular exploração da complexidade das emoções humanas está em cada linha do romance “Há muito o que contar… aqui” – um drama extraordinário e cheio de emoções sobre a violência da vida moderna e sobre a intensidade e coragem de estar à beira da morte. Brilhante pela virtuosidade, perspicácia e criação narrativa da autora, a história é engraçada e tocante; sábia e triste, um trabalho fascinante e original de uma das mais talentosas escritoras de nosso tempo.
Trechos do livro
(…) “A cerca de arame farpado do campo era uma cópia bastante precisa. As torres dos guardas também, os colchonetes quadriculados nas cores azul e branco, as tábuas nuas dos pisos e o rangido das paredes das barracas, tão realistas quanto possível e, em poucos dias, alcançaram o seu propósito: tédio e filas, e um tipo de ansiedade que se firmava e permanecia. O que teria sido a razão de Alfred desmaiar, ele achou. Porque o campo estava vencendo, surrando-o novamente…”
(…) “E todos têm estado tão ocupados em tempos de paz: mantendo o racionamento, comendo o que têm vontade, certificando-se que estejamos todos contentes e recebendo o que merecemos. Cada um de nós recebe o que merece por ter defendido seus valores, sabia disso?”
Crítica internacional
“Kennedy é reconhecida por sua linguagem e estrutura metódica de sentenças, e esta destreza brilha em sua narrativa engenhosa.” Publishers Weekly
“Um romance novo e elegante… Há muito o que contar aqui é sobre o invisível, o oculto e as formas como a guerra altera e oculta suas mudanças.”
The Times Literary Supplement
“A. L. Kennedy é uma escritora corajosa que vive nas mentes de seus personagens, estruturando seus pensamentos sinuosos e desdobramentos catastróficos. Ela entrelaça brilhantemente internos diálogos irrequietos com atos externos chocantes.” The Independent Sunday
“Um trabalho poderoso por uma escritora de tremendo poder que deveria ganhar todos os prêmios literários existentes.” The Daily Telegraph
Alison Louise Kennedy
Autora consagrada na Europa, Alison Louise Kennedy se divide entre a literatura, a atuação como comediante e a Warwick University, onde leciona. Nascida em 22 de outubro, na cidade Dundee, Glasglow, A.L. Kennedy – como assina os livros – é autora de quatro coleções de ficção, cinco romances e dois livros de não ficção. Entre as atividades que já exerceu estão as de jornalista, editora e jurada do Brooker Prize, Guardian First Book Prize e Orange Prize for Fiction. A. L. Kennedy escreve, atualmente, para os principais jornais do Reino Unido e Europa, para teatro, rádio e tevê.
Título: Há muito o que contar…aqui
Autora: A. L. Kennedy
Tradução: Paulo Sanchez
Gênero: Romance
Páginas: 342
ISBN: 978-85-61977-07-8
Encadernação: brochura
Preço sugerido: R$ 49,90
Distribuição nacional
O livro “Há muito o que contar… aqui” será distribuído nacionalmente pela Superpedido Exclusivas, unidade de negócio da Superpedido Tecmed, empresa criada recentemente que se tornou a maior distribuidora de livros do Brasil com receita anual de R$ 84 milhões, carteira de 2 milhões de títulos e atendimento a mais de 1,5 mil editoras. Desde março de 2009, a Superpedido Exclusivas – dirigida por Ivo Camargo – assumiu a gestão de comercialização, crédito e logística da Primavera Editorial que, por sua vez, passou a focar exclusivamente a produção editorial e marketing. Com a parceria, a Superpedido Exclusivas coloca à disposição da editora tecnologia de ponta e padrões de excelência no relacionamento com a cadeia de distribuição do mercado editorial nacional. A parceria da Primavera Editoral colocou à disposição dos clientes da Superpedido Exclusivas de todo o Brasil – cerca de 600 livrarias – títulos de sucesso no mercado nacional e internacional como La Llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 Profissão Solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de Verão (Edna Bugni, Brasil), A Décima Sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As Duas Faces da Abóbora (Caco Porto, Brasil) e Manual de Gentilezas do Executivo (Steve Harrison, Estados Unidos), entre outros.
Primavera Editorial apresenta aos leitores brasileiros A Décima Sinfonia, de Joseph Gelinek
A Primavera Editorial apresenta aos leitores brasileiros um thriller literário alusivo à descoberta da última grande obra do maestro Ludwig van Beethoven. A Décima Sinfonia (La Décima Sinfonía), do espanhol Joseph Gelinek, retoma a polêmica, ainda atual, sobre uma suposta maldição em torno daquela que seria a obra mais perfeita do músico. O livro, que combina com maestria ficção e fatos históricos sobre a vida de um dos grandes gênios da música, tem como ponto de partida o envolvimento do musicólogo Daniel Paniagua em um concerto privado, no qual o maestro Roland Thomas irá interpretar a reconstrução da décima sinfonia de Beethoven. Após o concerto, o protagonista passa a desconfiar que Thomas tenha encontrado de fato a partitura original, embora a existência de tal peça não seja comprovada. O livro já se tornou um sucesso editorial na Espanha, Coréia, Itália, Rússia, Alemanha, Grécia, Israel, Polônia, Portugal, Lituânia e Holanda. O livro é um dos primeiros no mercado editorial brasileiro a estar alinhado às normas do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Com todos os elementos para se tornar um best seller, A Décima Sinfonia – objeto de disputa de editoras nacionais e estrangeiras na Feira de Frankfurt 2008 – guarda um mistério “real”: a identidade do autor Joseph Gelinek. Segundo agentes literários, o autor – um musicólogo espanhol – adotou como pseudônimo o nome de um pianista virtuoso que foi humilhado por Beethoven ao participar de um famoso duelo musical, na Viena no final do século XVIII. Como o alter ego, Gelinek é pianista e compositor, além de ser um especialista na vida e obra de Ludwig van Beethoven. Aficionado por literatura e cinema, Joseph Gelinek atua como colaborador de diferentes meios de comunicação, além de se dedicar à reconstrução e divulgação do repertório menos conhecido de Beethoven.
Assassinato no mundo da música erudita
Na nota do autor, Gelinek destaca: (…) “Ainda hoje, continua sendo objeto de polêmica se Beethoven finalizou ou não uma décima sinfonia. No entanto, está totalmente comprovado que ele teve de fato a intenção de compô-la, depois do êxito apoteótico obtido com a Nona. Na correspondência preservada do músico, há várias alusões à Décima e, aparentemente, o surdo de Bonn planejou, durante algum tempo, que a Nona fosse totalmente instrumental, que o Hino à Alegria fosse uma cantata independente e que a Décima terminasse como uma peça vocal totalmente distinta. A reconstrução do primeiro movimento da sinfonia, a partir de um punhado de rascunhos deixados pelo compositor, tampouco é uma invenção literária, e há até uma versão gravada disponível no mercado.”
O ponto de partida da trama é quando o mundo da música clássica fica perplexo diante da notícia que o maestro Roland Thomas encontrou – e reconstruiu – o primeiro movimento da mística décima sinfonia de Beethoven. Entre os convidados de um concerto particular, encontra-se o jovem musicólogo Daniel Paniagua que, encantado com a qualidade excepcional da música, questiona se o músico de Bonn venceu a “maldição da décima” – crença de que os grandes músicos redundam em fracasso ao ultrapassar a marca da nona obra. O enredo se complica com o assassinato de Roland Thomas, encontrado horas depois do concerto com a cabeça decepada e um pentagrama tatuado no crânio. Pelo profundo conhecimento da vida e obra de Beethoven, Daniel é chamado pela polícia para ajudar a desvendar o caso. Ajudado por uma juíza e um sagaz inspetor de polícia, o protagonista enfrenta influentes grupos – inclusive descendentes de Napoleão Bonaparte – que têm como único intuito se apossarem do “Santo Graal” da música clássica. As respostas para desvendar o enigma de A Décima Sinfonia estão no passado confuso de Beethoven, em um amor proibido e oculto… até agora.
(…) “Beethoven odiava Napoleão. A ponto de ter retirado a dedicatória de sua Sinfonia Heróica quando soube que ele tinha traído a Revolução Francesa autoproclamando-se imperador…. Beethoven esteve, meu senhor, ligado à mais perversa das sociedades secretas daquele tempo, os Iluminati. Não se sabe que a Cantata pela morte do imperador José II, composta por Beethoven, foi financiada diretamente por essa seita.”
O lançamento de A Décima Sinfonia constituiu um desafio de marketing para a Primavera Editorial, uma vez que o autor mantém sigilo sobre sua verdadeira identidade, portanto, não estaria disponível para o lançamento da obra no Brasil. Com esse cenário, a editora optou por um plano de marketing diferenciado, que teve por base o envio de uma série de correspondências fictícias. Os principais livreiros do País e jornalistas especializados receberam um convite para assistir a uma apresentação fictícia da décima sinfonia de Beethoven. Na sequência, foi remetido um telegrama – assinado por Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial – cancelando o concerto por conta do suposto assassinato do maestro. A peça final, com um texto detalhado, explicou que se tratava do lançamento de A Décima Sinfonia.
Título: A Décima Sinfonia
Original: La Décima Sinfonía (Espanha)
Autora: Joseph Gelinek
Gênero: Ficção policial e mistério
Páginas: 422
ISBN: 978- 85- 61977 -04-7
Encadernação: brochura
Preço sugerido: R$ 44,80
Primavera Editorial
Com a proposta de associar a leitura ao entretenimento e lazer qualificado – assim como o cinema, teatro e artes plásticas –, a Primavera Editorial está formando um catálogo peculiar, composto por obras de autores nacionais e estrangeiros que têm por linha-mestra a produção de uma literatura moderna e de qualidade ímpar, que evoca hábitos e costumes de diferentes povos e épocas; uma literatura instigante e criativa, que se transforma em uma maneira lúdica e pouco convencional de entender melhor a influência das culturas na formação dos povos. As principais características do catálogo – com diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira, policiais, entre outras – são a inovação e o pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. Em 2008 – de setembro a dezembro – a Primavera Editorial lançou cinco livros de gêneros distintos, mas que têm em comum a qualidade gráfica e editorial. La Llorona (Marcela Serano, Chile); 31 Profissão Solteira (Claudia Aldana, Chile); Manual das Gentilezas do Executivo (Steve Harrison, Estados Unidos), Solstício de Verão (Edna Bugni, Brasil) e A Décima Sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha) já estão disponíveis para o mercado nacional e fazem parte do portfólio que será comercializado pela Primavera Editorial nos países de língua portuguesa. A editora, que participou da edição 2008 da Feira de Frankfurt, já está no catálogo Foreign Rights Guide 2009, da Random House Mondari.
A editora é presidida por Lourdes Magalhães, executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, EUA). Com experiência como consultora por 20 anos, a executiva atua no mercado editorial nacional e internacional desenvolvendo parcerias e contratos com agentes literários na avaliação de obras para a compra de direitos autorais, além de participar ativamente de feiras internacionais do setor. Lourdes Magalhães atuou em editoras consideradas referência no mercado como Ática, Scipione, Grupo Abril e Editora Brasiliense.
Solstício de Verão, Edna Bugni
O universo feminino e as histórias comuns às mulheres de sua geração serviram de inspiração à médica ginecologista Edna Bugni, autora do livro Solstício de Verão. Estreante na literatura, Edna Bugni escolheu o gênero romance para dar vida às inúmeras histórias ouvidas e vivenciadas em anos de consultório. Como resultado, uma obra singular que mostra nitidamente o talento da autora em construir personagens densas, forjadas no cotidiano das mulheres brasileiras. A noite de autógrafos de Solstício de Verão, lançado pela Primavera Editorial, será na próxima terça-feira (9/12), a partir das 18h30, na Prefeitura Municipal (Avenida Nossa Senhora do Bonsucesso, 1400 – Alto Cardoso, Pindamonhagaba). Com vocação para o pioneirismo, a Primavera Editorial lançará o livro Solstício de Verão já alinhado às normas do N
ovo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
A astronomia usa a palavra solstício para designar a posição do Sol no momento em que o astro-rei se encontra em determinado ponto. Mais do que isso, refere-se a uma posição exata. Solstício é uma sofisticada alegoria da qual a escritora Edna Bugni lança mão para contar uma saga feminina multifacetada, repleta de arquétipos primitivos, contemporâneos e pós-modernos que têm origem na geração que viveu, intensamente, o Brasil de 1968, marcado por manifestações estudantis, protestos contra o regime militar e profundas mudanças no cenário político e social. No romance Solstício de Verão, a mudança de comportamento saboreada pelas mulheres dessa “safra” desemboca nos dias atuais em personagens que compõem o retrato feminino de um Brasil de muitas faces. Ao contrário do que o título possa sugerir, a obra não tem cunho místico; antes, apresenta o cotidiano de protagonistas muito próximas a mulheres reais – fêmeas que lidam de diferentes formas com a maternidade, a sexualidade, as escolhas, os sucessos e as “pequenas-tragédias-pessoais”.
A narrativa, em primeira pessoa, expõe a coragem da autora em contar histórias partilhadas por uma geração, mas elaboradas de maneira particular, no ritmo ditado por características singulares – e complementares – das protagonistas. Já na introdução, Edna Bugni traz o fragmento de um segredo que será desvendado ao longo de 10 capítulos que retratam acontecimentos tecidos no presente – de 22 a 31 de dezembro – e no passado dessas mulheres. Solstício de Verão, uma obra para leitores que apreciam uma narrativa incisiva, inteligente e sensível. Um livro singular, uma história arrebatadora, um romance com todos os elementos para se tornar inesquecível.
Trechos do livro
(…) “Dos meus quatro filhos, Anais foi a mais inquieta. Sempre gastou muito mais energia do que os seus irmãos, brigou mais; foi mais voluntariosa. Precisava ser convencida a fazer o que não a entusiasmava… Entendê-la e conviver com ela era tarefa especial de Ana, a irmã gêmea. Identidade estabelecida desde o momento da concepção.”
(…) “Pranto seco, sem alívio. Fui tomada de um rancor mudo pela ditadura militar. Odiava os generais a governarem o país com truculência. Paradoxalmente meu ódio se estendeu ao movimento de oposição. Não os perdoava por seduzir Ivan. Por ele me trocar por um sonho.”
(…) “Contra o imobilismo dos dias anteriores, paradoxalmente, eu quero ação. Tenho energia a ser despendida em ruas cheias, lojas tumultuadas, congestionamentos gigantescos. Mas é só a outra ponta do mesmo desequilíbrio. Ora o pêndulo da inanição, ora o da agitação desorganizada.”
Edna Bugni
A estréia da paulista Edna Bugni na literatura foi inspirada na estreita convivência com o universo feminino e nas histórias comuns a mulheres de sua geração. Nascida em 1952, em Capão Bonito (SP), a médica especializada em ginecologia e saúde pública pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) se tornou escritora para recriar com palavras as inúmeras histórias ouvidas e vividas em anos de consultório. Singular, o romance Solstício de Verão torna nítido o talento da autora em construir personagens densas, forjadas no cotidiano brasileiro. Em Pindamonhangaba (SP), onde reside atualmente, Edna Bugni escreve, clinica e desenvolve uma série de atividades de inclusão social de jovens. A autora preside uma organização não-governamental, o Instituto de Acolhimento e Apoio ao Adolescente (AI-3).
Título: Solstício de Verão
Autora: Edna Bugni
Gênero: Romance
Páginas: 272
ISBN: 978 -85- 61977-03-0
Encadernação: brochura
Preço sugerido: R$ 39,50
La Llorona
A Primavera Editorial, editora que associa a leitura ao entretenimento e lazer qualificado, lança no Brasil o romance La Llorona, de Marcela Serrano. Um dos grandes expoentes da moderna literatura latino-americana, a escritora chilena é reconhecida pela maestria em plasmar o universo feminino. Ao contrário do que o título possa sugerir, o livro La Llorona (A Chorona) não trata de uma mulher cujo pranto é permanente. É, antes, a saga de uma mulher humilde em busca da filha que desapareceu do hospital poucos dias após o nascimento. Unida a mulheres que vivenciam o mesmo drama, a protagonista – cujo pranto é invisível – busca respostas e reformula sua vida de maneira surpreendente. La Llorona foi lançado no Chile e na Espanha – nos meses de maio e junho, respectivamente – e chegou ao Brasil em setembro, mostrando a agilidade da Primavera Editorial em trazer ao País obras que são sucesso editorial na Europa e América Latina. La Llorona está disponível nas principais livrarias do País com o preço sugerido de R$ 34,70.
Um fato interessante cerca o processo de criação de La Llorona, que exigiu de Marcela Serrano uma obstinação similar à da protagonista. O livro, praticamente pronto, foi roubado da casa da escritora – ladrões levaram o notebook. Sem cópia da obra e após prantear a perda do “filho”, Marcela Serrano reconstruiu inteiramente a história. O ponto de partida de Marcela Serrano é mostrar um paralelo entre o drama de uma mãe, que vive entre a loucura e a obstinação, e a lenda mexicana La Llorona. Muito popular em países da América do Sul e nas comunidades hispânicas, a lenda fala sobre uma mulher misteriosa como a deusa Cihuacóati, que é vista sempre a gritar: “Oh, meus filhos! Onde os levarei para não perdê-los?”. Lançando mão de ambigüidades narrativas, a autora constrói personagens densos que se referem a arquétipos femininos da América Latina. Na trama, a filha recém-nascida é dada como morta pelo hospital, mas a mãe – que não viu o corpo da filha – sustenta a hipótese de que a criança tenha sido roubada. O destino a converte em assassina ou salvadora?
No primeiro capítulo, a autora descreve a angústia vivida pela protagonista, vítima da descrença: (…) “Você a matou. Foi o que me disseram no vilarejo. E me chamaram de Chorona. Não porque eu chorasse à toa. Nunca me derreti em prantos, nem quando era pequena. Meus lamentos eram silenciosos. Até meus gritos eram contidos, como se tivessem atravessado minha garganta com uma ferramenta afiada… Chamaram-me assim por causa da lenda da alma penada de uma mãe que assassinou os seus filhos, afogando-os no rio. Dizem que ela vaga à noite nas proximidades do local, chorando e lamentando a morte dos garotos. Dizem também que as noites de tormenta se abrem obstinadamente diante dela e o coração lhe escapa do corpo junto com seus soluços. Ela é a Chorona.”
A crítica social está presente ao longo das 152 páginas, em trechos emocionantes como o que abre o segundo capítulo (…) “Ser pobre é muito mais do que não ter dinheiro. Meu pai me ensinou isso na infância e o repetiu agora. Nem ele nem minha mãe acreditavam que eu estava louca, nem sequer errada. Não seria essa a primeira vez que deixaram uma mulher sem recursos sem o cadáver de seu bebê.” A solidariedade entre as mulheres – fio condutor na obra de Marcela Serrano – traz novas relações para a protagonista, que até então não transitava com desenvoltura no universo feminino. (…) “Minhas relações com as mulheres foram toscas. Não tive uma irmã.”
A tradução de La Llorona, sucesso no mercado editorial do Chile e na Espanha, era muito aguardada pelos fãs de Marcela Serrano por ser um marco na construção de personagens femininas sem instrução, de baixa renda e absortas no sofrimento. Nos livros anteriores – como Nosotros que nos queremos tanto e El albergue de las mujeres tristes – a autora retrata mulheres da classe média alta, profissionais de sucesso.
Marcela Serrano
Nascida em Santiago do Chile, em 1951, filhas de escritores, Marcela Serrano estudou Belas Artes na Universidade Católica do Chile e trabalhou no ambiente acadêmico e artístico. Considerada um dos novos talentos da literatura latino-americana, a autora recebeu o prêmio Sor Juana Inés de la Cruz (1991), com o romance de estréia Nosotros que nos queremos tanto. Em 1993, a autora lançou Para que no me olvides – ganhador do Municipal de Novela, o mais importante reconhecimento literário do Chile; Antigua vida mia (1995); El albergue de las mujeres tristes (1997); e Nuestra Señora de la Soledad (1999), que confirmou seu talento e acolhida do público. Entre outras obras, destaque para Un mundo raro (2000), livro de contos; Lo que está en mi corazón (2001) – finalista do Prêmio Planeta e grande sucesso na América Latina, e Espanha; e Hasta siempre, mujercitas (2004), esplêndido romance que homenageia o clássico de Louise May Alcott. As obras de Marcela Serrano, que atualmente vive em Santiago do Chile e Buenos Aires, foram traduzidas em várias línguas e adaptadas para o cinema.
Repercussão
“Marcela Serrano é herdeira de Sherazade… Graças a escritores como
Marcela, a vida nunca dirá sua última palavra.”
Carlos Fuentes, escritor, Prêmio Miguel de Cervantes (1987)
“Seus romances são sábios e lucidamente femininos. Ler Marcela Serrano é
como entrar nos olhos de todas as mulheres do mundo.”
Arturo Pérez-Reverte, escritor, Real Academia Espanhola
Título: La Llorona
Autora: Marcela Serrano
Gênero: Romance
Páginas: 152
ISBN: 978-85-61977-00-9
Encadernação: brochura
Preço sugerido: R$ 34,70
Manual de Gentilezas do Executivo – Como pequenos gestos constroem grandes empresas
Os pilares de uma cultura ética são os gestos individuais que ajudam a definir um ambiente melhor; as pequenas gentilezas. Com essa premissa, o “Manual de Gentilezas do Executivo – Como pequenos gestos constroem grandes empresas”, do consultor norte-americano Steve Harrison, tem a proposta de mostrar que as abordagens que se limitam a cumprir normas de respeito à lei e à ética, utilizadas em grandes, médias ou pequenas corporações, não conseguem criar companhias com boa governança corporativa. Por outro lado uma liderança eficaz, apoiada por uma cultura de gentilezas, consegue. O lançamento da Primavera Editorial, pelo selo BIZ, é um livro sobre liderança em ação, que mostra exemplos práticos de empresas que incorporaram à cultura corporativa condutas gentis que não exigem permissão ou orçamento, mas que são transformadoras.
Segundo Harrison, o livro fala de detalhes. “Os detalhes, neste caso, consistem nas centenas, talvez milhares, de gentilezas oferecidas por pessoas que não têm expectativa de recompensa. Nesse livro, apresento exemplos de gentilezas que vieram de colaboradores e executivos reais em empresas de verdade. Estes, algumas vezes, heróis não cantados, apresentaram gestos criativos, naturais e honestos que serviram para definir mais precisa e ativamente uma cultura ética”, afirma o autor. No primeiro capítulo “Somos executivos, mas, antes de tudo, somos pessoas”, Harrison trabalha na definição de gentilezas. (…) “Gentileza é um gesto discreto ou uma ação discreta. É óbvio que uma gentileza tem de ser realizada para que tenha significado. Não é uma intenção ou uma atitude… Uma gentileza genuína é oferecida livremente.”
Ao longo de 214 páginas, o autor esclarece que oferecer condições dignas de trabalho – salário adequado, oportunidades iguais e ambiente livre de assédio, por exemplo – não são gentilezas; são cumprimento às leis. (…) “O papo de dois minutos não custa nada, mas traz dividendos maravilhosos. Ele não precisa de permissão de ninguém para ser executado e é reproduzível”. Harrison cita o exemplo de um executivo, que no seu primeiro dia de trabalho, não apenas cumprimentou a recepcionista como fez perguntas genuínas para saber há quanto tempo atuava na empresa, a sua rotina, etc. Na prática, a tratou como ser humano. Como ondas em um lago, a gentileza do executivo passou amplamente a ser praticada na empresa. Em outra filial da empresa, muitos quilômetros e anos depois, uma outra recepcionista – encorajada pelo vice-presidente regional – entregou a Steve Harrison um cartão de visitas no qual, abaixo do seu nome e em destaque, estava escrito: “Diretora de Primeiras Impressões”. O autor, inclusive, cita um teste de John Cowan, autor do livro Small Decencies: (…) “Pense nos filhos ou em quem você gosta. Você desejaria que seu filho ou filha vivesse na sua empresa? Que fosse formado ou formada por ela? As pequenas gentilezas nos lembram que nós podemos ser verdadeiros com nossos valores tanto em casa quanto no trabalho, e que quanto mais humanamente tratarmos os outros, melhores seremos como pessoas, e melhores seremos em realizar o trabalho de nossas vidas.”
Steve Harrison traça um paralelo entre um bom ambiente de trabalho – com a consolidação de gentilezas na cultura organizacional – com o exemplo da cidade de Nova York ao aderir à teoria “janelas quebradas”. Segundo o autor, o controle da criminalidade combinada com a redução de pequenos delitos como pichações, aumenta as condições de moradia de um lugar e reduz a incidência de crimes mais violentos. A teoria argumenta que o crime é o inevitável resultado da desordem. (…) “Da mesma maneira, uma organização que ignora o valor de pequenas cortesias – receber bem os visitantes, manter os banheiros limpos, pintar as paredes – sinaliza que, provavelmente, não tem na satisfação do cliente o interesse principal… Mas, mais significativamente, culmina com colaboradores que justificam maltratar seus clientes porque eles são maltradados como colaboradores.”
Melhores Empresas para Trabalhar
O décimo capítulo, “Na direção das melhores empresas para trabalhar”, é dedicado ao trabalho realizado pela consultoria internacional Great Place to Work®, dirigida no Brasil por José Tolovi Jr. (…) “Dedico um capítulo para o trabalho do Great Place to Work® Institute porque tem, visivelmente, transformado as gentilezas em um dos seus padrões de seleção. O Instituto é uma organização respeitada mundialmente, que comemora ruidosamente a consideração corporativa, sensibilidade cultural e gentilezas comerciais como componentes fundamentais do sucesso.” Nesse capítulo, Harrisson destaca os exemplos de empresas de diversos segmentos, mostrando porque se tornaram Melhores Empresas para Trabalhar.
Segundo o escritor, uma medida da credibilidade do Great Place to Work® é evidenciada pelo número de empresas que aceitam a filosofia e os critérios de escolha da consultoria, que realiza a mesma pesquisa em 41 países. (…) “Essas corporações comprometem tempo e dinheiro consideráveis, e outros recursos, para serem reconhecidas pelo Great Place to Work® Institute, porque elas distinguem valor ao se alinharem com os padrões e o reconhecimento por terem sido selecionadas…” Na opinião do autor, só conseguem ter destaque entre as Melhores aquelas que tenham criado uma cultura de gentilezas no local de trabalho. “Em outras palavras, uma empresa começa a fazer a coisa certa tratando as pessoas dentro de seus estabelecimentos com respeito, consideração e de uma maneira adequada”, pontua.
Na conclusão – após enumerar vários cases de empresas que conseguiram incluir a prática de gentilezas na gestão corporativa – Steve Harrison é tachativo: (…) “… as pequenas gentilezas não podem ser avaliadas como os outros investimentos. Por definição, as pequenas gentilezas não impõem custos significativos sobre a organização. Elas são essencialmente gratuitas e, geralmente, não tomam muito do tempo de quem as pratica. Sob tais circunstâncias, a idéia de calcular o retorno sobre o investimento para pequenas gentilezas simplesmente não se aplica.” (…) “Na minha opinião, a melhor indicação que temos quanto ao valor monetário da gentileza são as estatísticas reunidas pelo Great Place to Work® Institute, que reforçam a conexão entre culturas apropriadas e resultados financeiros de longo prazo. Trabalhar com o Instituto me mostrou que a alavanca para os resultados financeiros será o impacto das gentilezas sobre o comprometimento do colaborador.”
De acordo com José Tolovi Jr., presidente do Great Place to Work®, Steven Harrison cita, no livro, que estamos vivendo em um período sombrio e difícil na economia, caracterizado por escândalos contábeis em Wall Street e fraudes envolvendo CEOs. Ou seja, estamos vendo os negócios na sua pior fase e lidamos, ainda, com problemas parecidos nos governos, grupos religiosos e organizações que não deveriam ter fins lucrativos. Com esse cenário, é hora de redescobrir o poder das organizações no que elas têm de melhor. “O trabalho de pesquisa do ambiente de trabalho, realizado pelo Great Place to Work®, atua justamente nesse ponto. Queremos destacar os bons exemplos, a excelência na gestão de pessoas. A missão da consultoria é expor esses exemplos e ajudar as empresas a desenvolver práticas diferenciadas para gerir profissionais, que antes de tudo, são pessoas. A idéia é que essas boas práticas saiam do ambiente corporativo e tenham impactos positivos em toda a sociedade”, afirma Tolovi Jr.
Fundado no Brasil há 13 anos no Brasil, o Great Place to Work® é responsável pela pesquisa das Melhores Empresas para Trabalhar. Realizada com metodologia exclusiva, a pesquisa é baseada na avaliação da satisfação dos colaboradores, em cinco Dimensões: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem e nas práticas de gestão de pessoas das empresas, em nove áreas: Contratar e Receber; Inspirar; Falar; Ouvir; Agradecer; Desenvolver; Cuidar; Celebrar e Compartilhar. Tolovi Jr. salienta que: “ao disponibilizar ferramentas de diagnóstico e subsídios para a transformação do ambiente de trabalho das organizações, o Great Place to Work® visa a construir uma sociedade melhor”.
Repercussão
“O respeito pelas pessoas é um valor essencial para qualquer um que seja verdadeiramente sério no tocante a negócios e sucesso organizacional. No Manual de Gentilezas do Executivo, Steve Harrison demonstra que esse respeito não deve ser apenas visível, mas também sentido pelos que o recebem. Não há espaço, hoje, nos negócios, para a insolência, arrogância ou ignorância com relação a esse valor.”
John D. Hofmeister, presidente e superintendente nacional para os EUA, Shell Oil Company
“Um livro inspirador, que certamente tornará as pessoas mais confiantes de que seus pequenos gestos terão um grande impacto sobre o bem-estar dos outros e a qualidade do local de trabalho. Steve Harrison realizou um ótimo trabalho ao descobrir o valor das gentilezas no dia-a-dia.” Amy Lyman, co-fundadora do Great Place to Work® Institute
“Este livro é um presente para as pessoas que desejam transformar sua organização, mas sentem-se impotentes para fazê-lo. A sabedoria e o bom senso de Steve Harrison mostram a elas a maneira exata de como fazer isso.” Junny Ditzler, autor de Your Best Year Yet!
“Um tesouro de idéias simples, mas poderosas, que você desejaria ter tido anos atrás. Eu me sinto inspirado a fazer melhor.” Trish Carter, presidente, Dacing Deer Baking Company, Inc.
“Além da liderança estratégica e moral, as nossas organizações exigem outra dimensão. Se você quiser construir culturas corporativas positivas, em todos os níveis, de cima para baixo, meu conselho é ler os exemplos concretos de pequenas gentilezas de Steve Harrison.” Wolfgang Clement, ministro da Economia da Alemanha (2002-2005), premier Estadual da Região do Norte do Reno-Westfalia (1998-2002)
