Blog da Primavera Editorial

Lançamentos, artigos e notícias sobre a Primavera Editorial

Arquivo de AUTORES

Luiz Salgado Ribeiro e Ronnie Von

Luiz Salgado Ribeiro, autor do livro “Andanças: histórias de um jornalista à moda antiga”, participou do programa Todo Seu, exibido pela TV Gazeta. Na entrevista a Ronnie Von, o escritor relatou histórias que ilustram a dimensão do trabalho realizado pelos repórteres brasileiros nos anos de 1960, 1970 e 1980.

Árabes, um contínuo “descobrimento” do Brasil


* Por Gilberto Abrão

Os 130 anos da imigração árabe no Brasil são registros meramente oficiais de uma entrada de grandes levas de árabes a partir de 1880, pois os árabes vieram ao Brasil bem antes do que as crônicas oficiais registram. Datam da época dos grandes descobrimentos – quando Portugal era uma das potências marítimas e as naus lusitanas singravam os mares em busca de novas terras para a coroa –, notas sobre navegadores e cartógrafos árabes acompanhando os grandes conquistadores. A invenção do astrolábio pelos árabes e a subsequente fama deles na navegação fez com que muitos capitães portugueses e espanhóis usassem a perícia árabe. Talvez um dos mais famosos navegadores árabes tenha sido Ahmad ibn Majid, que acompanhou Vasco da Gama em várias de suas viagens, inclusive na célebre incursão à Índia, contornando o Cabo da Boa Esperança. Alguns pesquisadores afirmam que Pedro Álvares Cabral possa ter tido entre os tripulantes um cartógrafo árabe que sobreviveu à queda de Granada, em 1492 – assim como fizeram os navegadores que vieram nas duas primeiras décadas após o descobrimento. Não se sabe, porém, se algum desses árabes do Brasil Colônia permaneceu aqui.

Voltando aos anais oficiais, a imigração das grandes levas começou realmente há aproximadamente 130 anos, tendo início com a fuga de milhares de jovens cristãos da perseguição otomana que dominava com pulso de aço a Grande Síria, hoje Síria, Líbano, Israel e parte da Jordânia. A ideia desses jovens imigrantes – muitos que mal tinham entrado na adolescência – era “fazer a América”. Isso significava trabalhar duro, ganhar muito dinheiro e voltar ao país de origem. Muitos embarcavam nos navios dos portos de Beirute, Haifa, Trípoli e Latáquia, sabendo somente que iam à América. Ou seja, não tinham conhecimento que a América podia ser Estados Unidos, Brasil, Argentina, Chile, México… Muitos desciam em um país, pensando que era outro; desembarcaram até em ilhas do Caribe. A história oral desses primeiros imigrantes registra, com certa dose de humor, que alguns desceram no Brasil pensando ter chegado aos Estados Unidos; outros achavam que era a Argentina.

Um outro aspecto curioso sobre os primeiros imigrantes árabes que vieram ao Brasil Império reside no fato dpossuírem documentos nos quais constava a profissão de agricultor. O que era verdade! A maioria tinha saído de aldeias onde trabalhavam em plantações e no pastoreio. Ao chegar ao Brasil, entretanto, iniciavam a profissão de mascate, seguindo, quem sabe, os passos dos primos judeus que os antecederam na vinda ao país. Os árabes vendiam roupas, tecidos, bijuterias, panelas – e o que mais fosse encomendado pela clientela –, em lombo de mulas ou carroças; autênticas lojas de armarinhos ambulantes. Por serem majoritariamente cristãos, os primeiros imigrantes logo se aclimataram e absorveram os hábitos e costumes do país adotivo, casaram com brasileiras e tiveram filhos; raros foram os que retornaram à pátria de origem.

Todos esses árabes que vieram no final do século 19 e no período de queda do império otomano, cristãos ou muçulmanos, vinham com um documento que se chamava laissez passer – “deixai passar”, em francês, a língua diplomática da época –com o timbre do governo turco otomano. Daí o apelido de turco. Na verdade, esses primeiros imigrantes não sabiam dizer mais do que duas ou três frases em turco; geralmente com palavrões. Mas eram ‘turcos’ para as autoridades brasileiras e para o povo. Guardadas as devidas proporções, seria o mesmo que um nativo do Brasil, à época da Colônia, fosse para a Europa. Ele seria considerado, oficialmente, um português d’além mar. A diferença é que esse cidadão realmente falava o português; já o imigrante árabe não falava turco. Mas o apelido continuou até os dias de hoje mesmo entre as pessoas de boa escolaridade; pessoas que ainda pensam que todos esses caras que falam português enrolado e têm lojas de confecções são “turcos”.

A partir da queda do Império Otomano, em 1918, diminuiu a vinda dos cristãos e começou a chegada dos muçulmanos, seguindo o mesmo caminho dos antecessores. Mascateavam comboiando os ciclos das produções agrícolas e extrativas brasileiras. Quando houve o ciclo da borracha na Amazônia lá estavam os mascates, vendendo mercadorias aos extratores. Quando o ciclo da borracha acabou, partiram em busca de outras fontes, mas muitos ficaram por lá, abriram estabelecimentos comerciais, casaram com brasileiras e formaram famílias. Seus descendentes estão espalhados pelo Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá.

Quando surgiu o Ciclo do Café, os árabes inundaram as regiões produtoras. No início do século 20, São Paulo foi invadido por um tsunami sírio-libanês. Hoje, uma parte expressiva desses imigrantes se tornou nome de ruas e viadutos; seus descendentes são políticos de notoriedade nacional, intelectuais de alto brilho e estrelas na área da medicina. Mas, os ciclos continuaram a atrair a imigração de árabes sírios e libaneses. Onde havia uma produção agrícola ou extrativa significativa – cacau, algodão, soja, carnaúba, cana de açúcar etc. – lá estavam os mascates árabes. Fincavam raízes na região, desposavam as moçoilas interessadas e geravam filhos. Aos poucos, abrasileiravam-se, metiam-se na política local, torciam pelo time de futebol local e já não voltavam mais às suas aldeias a não ser para esporádicas visitas.

A partir de 1948, com a fundação de Israel e a consequente tragédia palestina, começaram a chegar, em ondas enormes, os árabes palestinos. Espalharam-se pelo Brasil – de São Paulo ao Rio Grande do Sul; de Minas a Brasília e Goiás; do Tocantins a Rondônia e Roraima; do Pará ao Acre; e do Maranhão a Ilhéus, na Bahia. Por onde se andava, em qualquer cidadezinha do interior, lá havia um mascate ou uma lojinha de “turco”. E se você perguntasse ao mascate, ou ao dono da loja, qual a sua origem, respondia com muito orgulho: “sou balestino!” Embora a Palestina, coitada, já não mais existisse como país.

Esses novos árabes aprenderam com os irmãos mais antigos, os sírio-libaneses, a arte de mascatear, comerciar e viver no Brasil. Muitos casaram com brasileiras e geraram filhos e netos, mas ainda continuam sonhando com a volta à Palestina. Por terem passado pela tragédia da perda da pátria, a destruição de casas e aldeias, a perda de plantações e pomares, eles mantêm como ideia obsessiva a reconquista da Palestina e o retorno a ela. Em consequência, a adaptação ao Brasil tem sido mais lenta e sofrida. Quando há uma celebração religiosa – o Eid al-Fitr, que celebra o fim do mês de jejum; ou o Ramadan, por exemplo – se cumprimentam dizendo:
- Sinat al-jeia fi Falastin, insha’Allah! (O ano que vem na Palestina, se Deus quiser!).

Apesar disso, os árabes palestinos têm muito orgulho de ter a nacionalidade brasileira. Eles têm menos problemas na alfândega de Israel quando vão visitar parentes que permaneceram na ‘Terra Ocupada’ – como a chamam, por causa do passaporte brasileiro. Nos campeonatos mundiais de futebol, se estivermos na Cisjordânia ou Gaza, nota-se que sete entre 10 casas de qualquer cidade, aldeia ou campo de refugiados, têm a bandeira brasileira no seu topo ou na janela. E quando o Brasil marca um gol, a gritaria e a festa é tanta que você tem a impressão de estar em uma cidade brasileira.

Quando os imigrantes árabes concluíram que não mais sairiam do Brasil, decidiram construir templos religiosos. Há várias igrejas cristãs maronitas e ortodoxas nas principais cidades brasileiras, especialmente nas regiões onde houve maior concentração dos primeiros imigrantes sírio-libaneses: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e outras. A mais notável presença religiosa dos imigrantes árabes tem sido a dos muçulmanos. Existem dezenas de mesquitas espalhadas Brasil afora. Além dos grandes centros – São Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília – há belas mesquitas no interior dos Estados. São Paulo é onde mais se encontram templos com a forma arquitetônica típica. Mas há cidades do interior brasileiro que têm belas mesquitas; talvez a mais bonita seja a de Foz do Iguaçu. Mas há mesquitas em cidades tão diversas quanto Paranaguá, no Paraná, ou Lages, em Santa Catarina.

Brincadeiras à parte, na minha avaliação, uma das mais importantes influências que os primeiros sírios e libaneses deixaram no nosso caldeirão cultural, é a culinária. A maioria dos brasileiros já experimentou um quibe frito, assado ou cru; uma iguaria regada com muito azeite de oliva e servida com o pão árabe. Muitos adoram o tabule – a salada feita com pepino japonês, tomate, alface americana, cebola picada, muita salsa e hortelã; temperada com sal, pimenta do reino, azeite e sumo de limão. Não tem quem não goste de uma kafta no espeto; um babaganush, a pasta de berinjela; de um hummus, a pasta de grão de bico com molho de gergelim; um charutinho de folha de parreira. Portanto, a culinária árabe – precisamente a sírio-libanesa – é variada e goza de uma grande popularidade no Brasil. Não há esquina na cidade de São Paulo que não tenha um boteco onde você pode comer um quibe frito acompanhado de um ‘martelinho’.

Alhamdulilleh! (Graças a Deus!)

* Gilberto Abrão

De origem árabe, Gilberto Abrão – autor do livro “Mohamed, o latoeiro”, lançado pela Primavera Editorial em 2009 – foi educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses. Aos 10 anos foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. Aos 14 anos voltou ao Brasil e anos depois, em 1962, alistou-se como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês, permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou ao Brasil em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). Na década de 1970 colaborou com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva.

O papel das mães na educação financeira das crianças

A ascensão feminina ao mercado de trabalho brasileiro associada à constante necessidade de atualização profissional faz com que muitas mulheres fiquem muito tempo longe dos filhos. Na tentativa de suprir essa ausência, algumas mães compensam as crianças e adolescentes com presentes e dinheiro. A mensagem que está associada à “mania de compensar” – já descrita por inúmeros especialistas das áreas de educação e psicologia como um grave problema – é que o dinheiro e os bens materiais podem compensar a tristeza ou qualquer tipo de frustração. Em outro extremo, a falta de tino dos pais no trato com as finanças cria situações em que o dinheiro é associado a um fator de estresse. No livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, da Primavera Editorial, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi abordam a importância da educação financeira e dão dicas para que as mães ensinem os filhos a manter uma relação saudável com o dinheiro.

Os filhos carregam dos pais muito mais que a herança genética. A forma como cada um lida com o dinheiro tem muito a ver com o que se aprendeu na infância – e não existem melhores mestres do que os próprios pais, especialmente a mãe. Entretanto, os ensinamentos vão além das palavras e são assimilados com exemplos concretos, nas vivências. Muitos especialistas defendem que pessoas que passaram por uma infância com graves problemas financeiros tendem a desencadear dois tipos de comportamento – uns tentam afastar lembranças ruins gastando incontroladamente; outros preferem guardar tudo o que ganham para não passar por novas privações.

Segundo Marília Cardoso, o modo como nos relacionamos com o dinheiro é uma das “heranças” educacionais da infância; um aprendizado que pode se refletir na vida adulta de forma positiva ou negativa. “Um exemplo negativo são os pais que na tentativa de criar filhos menos materialistas associam o dinheiro a algo sujo, um item que não traz felicidade. Há os que afirmam, inclusive, que Deus gosta apenas dos pobres. Esse tipo de mensagem pode resultar em adultos que têm medo ou raiva do dinheiro, ou seja, indivíduos que enxergam no dinheiro somente a razão para guerras e conflitos. São pessoas incapazes de associar o dinheiro ao bem-estar e tranquilidade”, afirma a jornalista.

Um dos autores do livro, Luciano Gissi, afirma que em vez de compensar a falta de tempo com presentes e proteção excessiva, as mães devem lembrar que a missão dos pais é educar. “E uma boa educação é composta por carinho, orientação e também algumas formas de repreensão. Em educação financeira não é diferente”, salienta Gissi, acrescentando que a queixa contemporânea é que vivemos em uma sociedade de valores distorcidos onde se sabe o preço de tudo, mas não se sabe o valor.

Mesada; sim ou não? Eis a questão!
Embora muitos associem a mesada ao ingresso precoce ao materialismo, a prática é uma excelente forma de educação financeira, um instrumento para dar noções de valores. No entanto, é necessário que a mãe entenda qual é a função e ajude a criança a gerir esse recurso, a programar os gastos. Ao fixar uma data para a mesada, os pais podem até considerar adiantamentos e empréstimos, mas sempre com o dia certo para o pagamento, além de uma certa parcela de juro.

Quanto ao valor estabelecido, deve ser de acordo com a renda familiar e a faixa etária. Entre três e cinco anos, a criança deve receber semanalmente, porque não há uma noção de tempo desenvolvida. Moedas que somem cerca de um real são suficientes. Entre seis e 10 anos, deve-se adotar a periodicidade mensal. O cálculo do valor pode seguir a lógica de um real por idade, multiplicado pelas semanas. A partir dos 11 anos, ou seja, na pré-adolescência, é necessário ter uma visão melhor formada e é nessa idade que a mãe deve incentivar a doação para desenvolver uma visão políticossocial baseada em valores da solidariedade. Se os pais fazem trabalhos voluntários, é fundamental que a criança acompanhe para perceber que além de doações financeiras, pode fazer doações pessoais.

De acordo com Marília Cardoso, independente da idade, a mãe – que, de modo geral, mantém mais contato com a criança – deve acompanhar de perto o destino do dinheiro e orientar os gastos da melhor forma possível. “É essencial reservar parte do dinheiro para uma minipoupança, um cofrinho ou uma caderneta de poupança formal, conduzindo uma iniciativa que mostre à criança a importância de poupar para compras maiores, mais caras”, detalha.

Dicas básicas dos autores do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice” para iniciar a educação financeira:

• Coloque a criança em contato com o dinheiro; reforce que as moedas e cédulas precisam ser bem preservadas porque, quando danificadas, o governo gasta mais dinheiro para repô-las.

• Mostre que algumas moedas e cédulas valem mais que outras, mas que todas têm o seu valor.

• Procure distinguir coisas “caras” das “baratas”. As crianças precisam entender esse conceito.

• Mostre a diferença entre “querer” e “precisar”; as necessidades básicas estão contidas no item “precisar” – o “querer” pode esperar.

• Ensine a fazer escolhas. Quando a criança quiser dois brinquedos, faça-a escolher apenas um para que passe a entender o conceito de prioridade.

• A criança deve participar da elaboração da lista de supermercado e deve fazer as compras com os pais. Lembre-a que nada que está fora da lista deve ser comprado para que haja planejamento.

• Espere datas especiais – como Natal, Dia das Crianças e aniversário – para dar presentes. O hábito de presentear fora de época pode fazer a criança se sentir à vontade para pedir qualquer coisa, independente da ocasião.

• Peça a colaboração de tios e avós, porque eles podem comprometer a educação financeira ao agirem de forma contrária aos pais.

• Não associe recompensas ao fato da criança ajudar nas tarefas domésticas. Reforce que todos têm obrigação de manter o ambiente limpo e organizado. Do contrário, a criança pode se recusar a ajudar quando não for “pago”. A mesma regra vale para as notas na escola. Dê os parabéns, valorize o esforço, mas não presenteie.

• Nunca prometa recompensas caso a criança obedeça ou cuide do irmão. Reforce que muitas coisas que fazemos não têm retorno material.

No livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca mostram que o dinheiro é uma das poucas coisas que faz parte da vida de todos os seres humanos, independente da classe social, sexo, cor e religião. A presença do dinheiro é tão comum que poucos param para pensar o tipo de relação que têm com ele. “No livro, fizemos questão de destacar depoimentos de sucesso e de fracasso no trato com o dinheiro, justamente para despertar o interesse e a reflexão sobre o papel do dinheiro na vida de cada um, independente de sermos homens ou mulheres”, salienta Marília.

Marília Cardoso
Jornalista pós-graduada em comunicação empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo, Marília Cardoso iniciou sua carreira em 2004, auxiliando no atendimento de assessoria de imprensa de clientes como Pinnacle Systems, Kasinski Motos, Cartuchos Maxprint, Tablett Distribuidora de Informática e Hospital Professor Edmundo Vasconcelos. Na redação, atuou como produtora e repórter de programas de rádio e televisão nas emissoras Rede Mulher, Rede Gazeta e Rádio Trianon nos segmentos de saúde, beleza e comportamento. Em comunicação empresarial, desenvolveu estratégias de marketing, comunicação interna e conteúdo editorial para empresas como Petroquímica Braskem, Laboratório de Análises Clínicas Criesp, Arroz Brejeiro e Tigre. Recentemente fundou a InformaMídia Comunicação, agência especializada em comunicação corporativa e relações com a imprensa, que atende clientes como Baggio Coffees, San Marco Alimentos e professor Marcos Morita. É colaboradora da Revista Comunicação Empresarial, publicação editada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), e participa de Congressos de Comunicação com a publicação de artigos científicos da área.

Luciano Gissi Fonseca
Jornalista e radialista, Luciano Gissi Fonseca iniciou sua carreira em 1994, na agência Asa de Comunicação, em Belo Horizonte (MG), onde atuou na área de marketing. Na sequência, integrou a equipe da TV Aratu de Salvador. Como jornalista das editorias de comportamento e esportes, publicou matérias em vários veículos como portal Zip.net e o jornal japonês International Press. Como assessor de comunicação, desenvolveu projetos para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), escritório de advocacia Oliveira Neves & Associados e Informa Group Latin America. Atualmente é diretor de criação e de imprensa da Take 4 – Comunicação Estratégica e gerencia ações de mídias sociais e jornalismo corporativo para diversas empresas do Brasil e do exterior.

Blog de jornalistas traz os bastidores do livro sobre os 40 anos da revista Placar


Os jornalistas e autores do livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar”, Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn, são autores de um blog que promete reunir uma legião de fãs da revista Placar, internautas ávidos por fotos históricas e textos inéditos sobre a publicação esportiva da Editora Abril. No post de estreia do blog Placar Primavera (http://placarprimavera.wordpress.com/) – que tem por título “Vamos fazer uma tabelinha?” – os autores destacam a proposta do espaço virtual: (…) “Aqui está o pontapé inicial para um bate-papo sobre a revista Placar. Bem informal, como deve ser uma pelada entre amigos. Nada de jogada dura, nem canelada. O esquema tático também está dispensado. Queremos ver a alegria de uma boa jogada, de uma tabelinha bem feita, de dribles desconcertantes e de gols. É assim que definimos o universo de Placar.” Desenvolvido pela Printec Digital, o blog é parte da estratégia de marketing da Primavera Editorial para a divulgação do livro e formação de uma nova comunidade virtual de leitores.

O início da publicação e as histórias que permeiam todas as fases de Placar – dividida pelos autores em primeiro e segundo tempo, conforme a periodicidade da publicação – são contados por Chiarioni e Kroehn na publicação, que tem início na década de 1970, época de efervescência no esporte brasileiro com a seleção brasileira desembarcando no México para a conquista do tricampeonato mundial. A capa da primeira edição – que chegou às bancas em 20 de março de 1970 – estampava a foto de Pelé, jogador intrinsicamente ligado aos momentos importantes da publicação esportiva da Editora Abril. Conhecida, até então, como distribuidora oficial das histórias em quadrinho da Disney no Brasil, a editora recriou o amuleto da sorte do pato mais rico do mundo e cunhou uma moeda com a efígie de Pelé para a divulgação do lançamento da revista – ideia de Victor Civita, que escolheu pessoalmente o fornecedor e o escultor. Revestida com o rosto do Rei, a moeda era o brinde aos “sortudos” compradores da Placar. Essas e outras histórias de bastidores são matéria-prima para o livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar” e para o blog.

Para não deixar dúvidas sobre o convite aos aficcionados por jornalismo e esportes, os autores ressaltam no primeiro post: (…) “E você está convidado a jogar conosco, neste time que conta causos divertidos, emocionantes, sérios. Todos eles sem perder a categoria. Vamos falar sobre os bastidores do livro: como foi realizado, os primeiros passos, os personagens, as dificuldades do desenvolvimento, acertos e erros. Nem sempre nessa mesma ordem. Contar com a sua colaboração vai ser imprescindível, afinal, ninguém joga sozinho.”

AUTORES

Bruno Chiarioni
é jornalista por formação e opção. Integrante do Curso Abril de Jornalismo, em 2005, fez carreira em canais como Rede TV!, Bandeirantes, ESPN Brasil e Record. Hoje, atua como editor-executivo do Conexão Repórter, apresentado por Roberto Cabrini, no SBT. Quando não está trabalhando, devora livros, curte boa música, é fã de um café passado na hora e fala pelos cotovelos. Chiarioni vive de histórias: dos outros e das próprias. O livro “Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar” marca sua estreia nas prateleiras das livrarias nacionais.

Márcio Kroehn
, editor-assistente da revista IstoÉ Dinheiro, iniciou a aventura no mundo das palavras pelos quadrinhos, quando ganhou o primeiro lugar no concurso “Conte uma história de arrepiar”, promovido pela revista Turma do Arrepio. Era 1991 e o menino se divertia entre as palavras e a bola. A vontade de ser jogador profissional fez com que fosse goleiro do Clube Pequeninos do Jockey, no futebol de campo, e da GM/Chevrolet, no futsal. Mas a atração pelas letras parecia maior do que o talento com a bola; o suor passou a ser despejado nos livros do curso de jornalismo na Universidade São Judas. Concentrou os trabalhos acadêmicos no meio esportivo e, dessa forma, conheceu o jornalista Juca Kfouri – que o convidou para organizar o livro “Por que não desisto – futebol, dinheiro e política” (Disal Editora, 2009). O jornalista poderia continuar com as histórias do esporte, mas foi parar em economia, em 2002, na CardNews Magazine. Hoje, Márcio tem a convicção de que repórter não precisa ter a marca de uma editoria, basta contar uma boa história, seja qual for o tema. De arrepiar, de preferência.

Edney Silvestre entrevista Luis Eduardo Matta, no Espaço Aberto Literatura

Considerado um dos expoentes brasileiros do romance de suspense não-policial, o escritor carioca Luis Eduardo Matta é um dos entrevistados de Edney Silvestre, no Espaço Aberto Literatura desta sexta-feira (19/2), às 21h30, na GloboNews. Entre os assuntos abordados na entrevista, destaque para temas como literatura de entretenimento e o thriller no Brasil. Matta discorreu, ainda, sobre o seu sétimo livro, “O véu” – um thriller de mistério, publicado pela Primavera Editorial, no qual os bastidores do rico mercado de arte se cruzam com as sórdidas entranhas da turbulenta política do Irã. Felipe Pena, jornalista, professor da Universidade Federal Fluminense, doutor em literatura pela PUC-Rio e pós-doutor em semiologia pela Sorbonne, também participou do descontraído bate-papo com Edney Silvestre, gravado na Livraria da Travessa do Leblon, no Rio de Janeiro.

Em “O véu”, a narrativa eletrizante de Luis Eduardo Matta leva o leitor a “cenários” distintos como Rio de Janeiro, Teerã e Genebra. O ponto de partida é o leilão, no Brasil, de uma misteriosa tela a óleo, chamada “O Véu”. Condenado por lideranças muçulmanas por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico, o quadro tem uma trajetória marcada por sucesso, polêmica, intriga e tragédia. Diversas pessoas tiveram a morte associada à obra – inclusive o pintor, Lourenço Monte Mor. Resultado de minuciosa pesquisa sobre o Irã, “O véu” é uma obra atual, que transpôs para a ficção a história recente de um país marcado pela polêmica. O autor, inclusive, aborda as eleições presidenciais iranianas realizadas em junho de 2009.

A cada edição, o Espaço Aberto Literatura recebe nomes consagrados e novos talentos da literatura nacional e estrangeira; um espaço nobre que reúne escritores, poetas, ensaístas e tradutores.

Luis Eduardo Matta
Uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, cidade onde atualmente reside. Descendente de libaneses pelo lado paterno, o autor iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon), um thriller com nuances policiais, ambientado no pós-guerra do Líbano. A decisão de assumir por ofício a escrita pelo viés ficcional resultou na publicação das obras “Ira implacável: indícios de uma conspiração” (Razão Cultural Editora); “120 horas” (Editora Planeta); “Morte no colégio” (Editora Ática); “Roubo no paço imperial” (Editora Ática); “O rubi do planalto central” (Editora Ática); e “O véu” (Primavera Editorial).

A gradativa consolidação da carreira literária de Luis Eduardo Matta tem materializado o sonho do autor: ver surgir um thriller genuinamente brasileiro. Com abordagem contemporânea e estilo ágil, sutil e refinado, Matta confere ao thriller uma fisionomia brasileira sem despojá-lo das características fundamentais do gênero universal.

Escritor carioca cria blog “O VÉU” para traçar paralelo entre o Irã real e o fictício

“Em junho de 2009, enquanto as ruas de Teerã ardiam com os choques entre a polícia e os manifestantes contrários à suposta fraude ocorrida nas eleições presidenciais – que deram mais um mandato ao polêmico Mahmoud Ahmadinejad –, a professora universitária Mitra Rahmani, uma das protagonistas de O véu, encontrou-se em sigilo com um ministro do governo em um parque afastado da capital iraniana…” O post, com o título “Será o ocaso da República Islâmica?” é parte do conteúdo do blog “O VÉU” (www.oveu.wordpress.com), no qual o escritor carioca Luis Eduardo Matta traça um paralelo entre o Irã real e o fictício. O controverso país é um dos cenários do sétimo livro do escritor de origem libanesa, que é um estudioso da política do Oriente Médio desde 1990. O blog “O VÉU” foi desenvolvido pela Printec Digital e é atualizado regularmente por Luis Eduardo Matta.

Do Rio de Janeiro a Teerã, passando por Genebra, “O véu” possui uma narrativa eletrizante, na qual os bastidores do rico mercado de arte se cruzam com as sórdidas entranhas da turbulenta política do Irã. O ponto de partida é o leilão, no Brasil, de uma misteriosa tela a óleo, chamada “O Véu”. Condenado por lideranças muçulmanas por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico, o quadro tem uma trajetória marcada por sucesso, polêmica, intriga e tragédia. Diversas pessoas tiveram a morte associada à obra – inclusive o pintor, Lourenço Monte Mor. Resultado de minuciosa pesquisa sobre o Irã, “O véu” é uma obra atual, que transpôs para a ficção a história recente de um país marcado pela polêmica. O autor, inclusive, aborda as eleições presidenciais iranianas realizadas em junho de 2009.

Reconhecido como um dos expoentes do romance de suspense não-policial do Brasil, o autor fará a sessão de autógrafos de “O véu” na quarta-feira (2/12), a partir das 18h30, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1.731). No Rio de Janeiro, o lançamento será em 4 de dezembro, na Livraria da Travessa (Rua Afrânio de Melo Franco, 290).

Luis Eduardo Matta
Considerado uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, cidade onde atualmente reside. De origem libanesa católica parte de pai, Luis Eduardo Matta passou a infância e a adolescência entre o bairro carioca de Copacabana e uma chácara em Maricá, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Desde 1990 se dedica a estudos sobre política internacional com foco no Oriente Médio. Um dos pioneiros e principais nomes do thriller não-policial no Brasil, iniciou sua carreira literária em 1993, aos 18 anos, com o romance Conexão Beirute-Teeran (Editora Chamaeleon), prefaciado pelo embaixador e intelectual libanês Mansour Challita, um dos maiores especialistas em Oriente Médio no Brasil, de quem Matta foi grande amigo.

Sua produção intensificou-se a partir dos anos 2000, com a publicação de outros thrillers, como Ira implacável (Razão Cultural Editora) e “120 horas” (Editora Planeta). Em 2007, estreou na literatura juvenil, publicando Morte no colégio, pela Coleção Vaga-Lume e Roubo no Paço Imperial, pela Coleção Olho no Lance, ambas da Editora Ática. A ficção de Luis Eduardo Matta é caracterizada pelas tramas de mistério e suspense muito elaboradas, pela linguagem clara e elegante, pela precisão histórica e geográfica e por uma leitura diferenciada do gênero “thriller”. Com um forte perfil multicuturalista, as obras de Matta são ambientadas em diferentes países com interação entre personagens brasileiros e de outras nacionalidades, principalmente árabes, israelenses, iranianos, hispanos-americanos e naturais da chamada Europa Latina.

Em 2003, inspirado nas idéias do crítico literário paulista José Paulo Paes expostas no livro A aventura literária, Luis Eduardo Matta publicou um manifesto em prol de uma literatura de entretenimento brasileira, que apelidou de literatura popular brasileira (LPB). Nos vários ensaios que escreveu destaca-se, ainda, a defesa contundente de uma reformulação no ensino de literatura no Brasil e da democratização da leitura entre a população brasileira. O escritor mora no Rio de Janeiro. A gradativa consolidação da carreira literária de Luis Eduardo Matta tem materializado o sonho do autor: ver surgir um thriller genuinamente brasileiro. Com abordagem contemporânea e estilo ágil, sutil e refinado, Matta confere ao thriller uma fisionomia brasileira sem despojá-lo das características fundamentais do gênero universal.

Mais informações sobre o autor podem ser obtidas na entrevista concedida ao blog da Primavera Editorial. Link: http://aprimaveraeditorial.wordpress.com/2009/09/21/385/. O endereço do site do autor é www.lematta.com

——————————————————————————————————

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

PRIMAVERA EDITORIAL
www.primaveraeditorial.com.br
Printec Comunicação www.printeccomunicacao.com.br
Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br
Betânia Lins betania.lins@printeccomunicacao.com.br
Tel: (11) 5182-1806 // Fax: (11) 5183-2233

“O ANEL QUE TU ME DESTE – O CASAMENTO NO DIVÔ, DE LIDIA ROSENBERG ARATANGY

Foto_LidiaArantangy
Sociólogos e historiadores analisam o casamento e as relações afetivas com uma visão panorâmica do objeto do estudo, guardando uma distância que permite observar os fenômenos sob perspectiva. Ao contrário, os psicólogos e terapeutas estudam o mesmo objeto a olho nu – ou com auxílio de uma lupa – tendo como foco as ressonâncias mais pessoais e íntimas de cada vínculo. Em “O anel que tu me deste – o casamento no divã”, livro que passa a integrar o portfólio da Primavera Editorial, Lidia Rosenberg Aratangy analisa o casamento e seus protagonistas com a experiência de uma profissional que bebe na fonte da psicanálise e que atua com terapia de casais há mais de 30 anos. A obra reflete o olhar, os sentimentos e pensamentos de uma mulher casada há quase 50 anos; uma profissional que lança uma análise criteriosa e propõe uma reflexão profunda e bem-humorada sobre o casamento.

O que acontece depois do “felizes para sempre”? As complexas relações humanas, as origens históricas e situações ricas que mostram os mitos, medos, contradições, armadilhas e desgastes – evitáveis e inevitáveis – do casamento são a base do livro. Segundo a autora, a obra é fruto da experiência obtida ao se debruçar sobre os vínculos mais ou menos amorosos, na esperança de ajudar os casais a reconhecer os fantasmas que contaminam ou enriquecem o relacionamento. “O livro não pretende ser um manual para o bom casamento; não por qualquer espécie de tabu que impeça um psicólogo de formação analítica de tomar posição ou emitir sabedorias sobre o assunto, mas porque a experiência me ensinou que não existe um modelo de bom casamento”, afirma Lidia, acrescentando que os vínculos amorosos com intenção de permanência podem assumir inúmeras formas.

Com uma narrativa agradável e que leva o leitor a se identificar com inúmeras situações, “O anel que tu me deste” mostra que as histórias de fadas ilustram, por meio de alegorias, as armadilhas e perigos que marcam o caminho dos apaixonados. Na vida real, o encontro amoroso só acontece depois que os amantes vencem as forças do desamor – o medo da entrega, o egoísmo, a insegurança. Mas, os contos de fada não ensinam a mágica da felicidade eterna e ainda nos levam a acreditar que o casamento é a garantia da eterna completude, a segurança do afeto incondicional e a excitação do mistério. “Não existe prêt-à-porter! Cada casal deve talhar sob medida o vínculo que vai uni-lo, ou seja, munido de disposição, coragem e humildade para empreender as reformas e consertos necessários para que o traje continue a cair bem, a vestir confortavelmente, adequando-o às mudanças de medidas e critérios que a vida impõe”, afirma a terapeuta.

Em 197 páginas e 20 capítulos, a autora trata o tema casamento de uma maneira simples, direta e ímpar. Na primeira parte, a abordagem versa sobre por que casamos; casamento tradicional versus casamento moderno; mitos tradicionais e modernos; origem da família; auto-retrato sem retoques e causas da mudança do perfil dos casamentos. A segunda parte da obra tem como alicerce as dúvidas e angústias – novos personagens, as contradições, infidelidade, utilidade da família, amar e depender e nascimento de uma relação amorosa. Os conflitos de relacionamento são abordados na terceira parte, na qual a autora descreve os inimigos da relação amorosa, as armadilhas do relacionamento, o sexo e os desgastes – evitáveis e inevitáveis.

O “e depois?” é matéria-prima da quarta parte, que possui capítulos repletos de dúvidas existenciais: É possível ser feliz sozinho?, Filhos, melhor não tê-los? e O grande bufê: é por quilo? Na quinta parte, as vantagens e perigos do casamento, na qual a psicanalista faz um alerta para a pluralidade do ser humano. “Somos habitados por diferentes personagens e sentimentos; somos fortes e frágeis, generosos e mesquinhos, princesas e bruxas, príncipes e dragões. Porque somos múltiplos, o casamento é um vínculo especialmente favorável ao nosso crescimento e equilíbrio emocional, pois permite o exercício de inúmeros papéis. Assim, abre espaço para o desenvolvimento de diferentes personagens internas. Uma mulher pode ser mãe, filha, sócia, amiga, namorada, amante, parceira, sparring de seu companheiro sem cristalizar-se em nenhum desses papéis. Essa multiplicidade de papéis permite que o parceiro exercite todos os papéis complementares correspondentes”, afirma Lidia Rosenberg Aratangy.

Lidia Rosenberg Aratangy
Terapeuta de casais e de famílias, Lidia Rosenberg Aratangy é professora universitária desde 1962 e autora de livros adotados em vários estabelecimentos de ensino. A especialista ministra inúmeras palestras e cursos no Brasil, destinados a adolescentes, pais e professores de escolas de diferentes níveis socioeconômicos. Lidia lançou as obras: O sexo é um sucesso (Editora Ática, 1988); Doces venenos, conversas e desconversas sobre drogas (Editora Olho Dágua, 1991); Olho no olho (Editora Olho Dágua, 1992); Tesouros da juventude (Editora Olho Dágua, 1993); O amor tem mil caras (Editora Olho Dágua, 1994); Sexualidade, a difícil arte do encontro (Editora Ática, 1995); Desafios da convivência (Editora Gente, 1998); Drogas na escola (capítulo O desafio da prevenção, Summus Editorial, org. Julio Groppa Aquino, 1998); O prazer e o pensar (capítulo Sexo, drogas e outros enroscos; Editora Gente, organização de Marcos Ribeiro, 1999); Pais que educam filhos que educam pais (Editora Celebris, 2003); e Tá na roda – Uma conversa sobre drogas (capítulo O adolescente e as drogas; Secretaria de Estado da Educação, Fundação Roberto Marinho, 2004); e O corpo: limites e cuidados (Editora Ática, 2007).

Bacharel em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), em 1962, Lidia Rosenberg Aratangy concluiu, em 1967, a especialização em Genética Médica em Turim (Itália) e em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) – Faculdade de Psicologia em que começou a lecionar, em 1968, e cuja direção exerceu de 1981 a 1985. Lidia Rosenberg Aratangy atuou como representante da comunidade acadêmico-científica no Conselho Estadual de Entorpecentes (1995-2000); foi consultora do MEC na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais – de quinta a oitava séries, na área de Cultura do Jovem e do Adolescente – e no Projeto de Educação a Distância (TV Escola), na área de Ética no Convívio Escolar.

Título: O anel que tu me deste – O casamento no divã
Autor: Lidia Rosenberg Aratangy
Genero: Psicologia e comportamento
Número de páginas: 192
Encadernação: Brochura
Preço sugerido: R$ 29

Distribuição nacional
O livro “O anel que tu me deste – O casamento no divã” será distribuído nacionalmente pela Superpedido Exclusivas, unidade de negócio da Superpedido Tecmed, empresa criada recentemente que se tornou a maior distribuidora de livros do Brasil com receita anual de R$ 84 milhões, carteira de dois milhões de títulos e atendimento a mais de 1,5 mil editoras. Desde março de 2009, a Superpedido Exclusivas – dirigida por Ivo Camargo – assumiu a gestão de comercialização, crédito e logística da Primavera Editorial que, por sua vez, passou a focar exclusivamente a produção editorial e marketing.

Livro “As 3 leis do desempenho” mostra o caminho para reescrever o futuro

As3leis-3D-subtítulo#3A3394

Desmond Tutu, arcebispo emérito e Prêmio Nobel da Paz, afirmou que se trata de um livro inspirador, prático, que poderá ajudar a todos os que buscam reescrever o futuro do mundo. Paul Fireman, fundador da Reebok, acredita que o mundo necessita desse livro, que considera uma pedra preciosa; o executivo defende que as ideias e histórias apresentadas são inspirações para líderes e organizações que criam espaço para o sucesso. Márcio Roza, ex-diretor da Telemar Rio, afirma que a obra é surpreendente e captura os princípios implícitos e processos que foram implementados com a maioria dos 15 mil funcionários que administrou dentro da Telemar, a maior companhia de telecomunicações do Brasil. O livro em questão é “The three laws of performance”, dos consultores norte-americanos Steve Zaffron e Dave Logan, especialistas em breakthrough performance. Lançado no Brasil pela Primavera Editorial com o título “As 3 leis do desempenho – Reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida”, a obra conquistou o mercado editorial internacional por difundir conceitos inovadores, capazes de despertar a admiração de pessoas de diferentes vertentes socioculturais.

Em “As 3 leis do desempenho”, Steve Zaffron e Dave Logan defendem que um novo marco no desempenho começa com reescrever o futuro. Na obra, os autores revelam o código para conquistar resultados de negócio e pessoais sem precedentes; e mostram às pessoas e empresas como renovar a paixão por realizações e resultados, criando um caminho inovador para o sucesso. Longe de ser um livro que defende mudanças convencionais na gestão, os autores falam de transformação do ambiente corporativo e salientam que as leis têm por base pesquisas realizadas em profundidade, apoiadas na experiência profissional direta.
A obra é repleta de estudos de caso significativos que ilustram o poder e os benefícios imediatos ao se reconhecer e aplicar as três leis. Os leitores podem aprender com exemplos de pessoas que reescreveram o futuro; saber como o CEO de uma siderúrgica da Nova Zelândia reverteu as condições totalmente negativas do seu negócio e se tornou um líder em resultados de desempenho em apenas um ano; como o principal executivo de uma empresa norte-americana de tênis liderou uma equipe de 500 pessoas para transformar a empresa e para uma venda bem-sucedida de US$ 3,78 bilhões; como a maior empresa de petróleo do Brasil (Petrobrás) superou superou complexidades quase únicas no mundo ao implantar um sistema de ERP e alcançar o maior sucesso da história em processo de integração; como a maior indústria de construção civil do Japão aprendeu prosperar sem o seu fundador e apesar do fraco desempenho da economia; e como uma mineradora sul-africana de platina aumentou em 57% o seu desempenho em segurança em um ano. Todas essas transformações se basearam na aplicação das ideias que são o coração desse livro.

Mas, por que as leis de desempenho são inovadoras? As grandes evoluções científicas da humanidade são resultado da descoberta e da aplicação de novas leis. As de Isaac Newton para o movimento revolucionaram a ciência e o cotidiano dos homens, exatamente porque uma lei não é uma regra, uma dica ou um passo; tampouco depende de crenças pessoais. A lei se distingue por ser um fenômeno observável e invariável. Partindo dessa premissa concreta – e da experiência de mais de 25 anos como consultor de mais de 300 projetos de multinacionais nos cinco continentes – Steve Zaffron e Dave Logan codificaram as três leis de desempenho que têm por alicerce disciplinas como comportamento, linguística, filosofia e neurociência. As leis de Zaffron e Logan versam sobre conceitos inovadores como o “futuro automático”, que transformaram a realidade de organizações em países de diferentes culturas como a África do Sul, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Peru e Brasil.

Em uma progressão clara, Zaffron e Logan levam o leitor através de cada uma das três leis e mostram como aplicar os corolários da liderança que começam a transformação. Segundo Zaffron e Logan, a chave para a transformação é desenhar um futuro não para resolver um simples problema, mas para criar uma mudança sistêmica que tenha impacto em todos os envolvidos. Com conteúdo dividido em três partes e oito capítulos, a obra mostra que a aplicação de três leis básicas se transforma em instrumento para mudar o futuro automático e mostra como alcançar melhor desempenho na vida corporativa e pessoal. Nesse contexto, o leitor passa a se familiarizar com as três leis:

1. O desempenho das pessoas está correlacionado à maneira como as situações ocorrem para elas.
2. A maneira como a situação ocorre aparece na linguagem.
3. A linguagem baseada no futuro transforma a maneira como as situações ocorrem para as pessoas.

Na segunda parte do livro, o destaque são os exemplos práticos de como um líder usa as três leis para reescrever o futuro das organizações; na terceira parte do livro, a análise como cada um de nós pode ser um líder capaz de alcançar resultados significativos ao reescrever o nosso futuro.

Um dos diferenciais da versão nacional é a inclusão do depoimento de executivos brasileiros sobre o livro. A convite da Primavera Editorial, líderes de grandes companhias leram o livro em inglês e registraram as percepções pessoais sobre a obra. A tradução, assinada pelo consultor André Luiz Litmanowicz – sócio da Inova Consultoria de Gestão (iCG) e parceiro do Vanto Group – também é destaque na edição em português, por se tratar de um profissional que conhece em profundidade a metodologia criada e aplicada por Steve Zaffron e Dave Logan. No prefácio exclusivo da edição nacional, Litmanowicz salienta: “sou consultor de gestão apaixonado por alcançar resultados nos projetos que desenvolvo, e, apesar de não ser um tradutor profissional, procurei respeitar a forma de se comunicar de Steve e Dave no livro.” Segundo o consultor, o trabalho de tradução foi minucioso porque o livro possui uma linguagem muito peculiar. “A forma pela qual as situações ocorrem às pessoas aparece na linguagem, e o livro coloca com muito cuidado seus termos e conceitos”, afirma.


Trecho do livro

(…) “Duas horas a noroeste de Johannesburgo, logo após a rodovia Platinum, há uma escavação arqueológica abandonada, com a placa Berço da Humanidade. As comunidades dessa região são a base das operações das minas de platina da Lonmin Plc, o terceiro maior produtor mundial desse precioso metal. Nessas nove comunidades e cinco vilas externas de trabalhadores, com um total aproximado de 300 mil habitantes, encontram-se várias pessoas que lutaram e ainda lutam pela visão de uma nova África do Sul, criada com a liderança de Nelson Mandela. Nesse lugar remoto, menos de dez anos após o fim do apartheid, aconteceu uma conversa que mostra o poder da 1ª Lei do Desempenho. (…) Antoinette Grib, uma sul-africana branca e gerente-sênior da Lonmin, conversava com um grupo de aproximadamente cem pessoas quando uma anciã da comunidade levantou, interrompeu e insistiu em dizer algo para ela. A mulher, Selinah Makgale, começou:

— Antoinette, tenho um assunto para tratar com você.
O choque de Antoinette Grib foi óbvio. Ela disse:
— Mas eu nem a conheço.
Selinah continuou:
— Sim, eu não a conheço pessoalmente, mas você é uma mulher sul-africana branca, e eu tenho um problema com mulheres sul-africanas brancas. Quando eu tinha 13 anos, meus pais me comunicaram que eu deveria trabalhar como empregada na casa dos africanos brancos que eram proprietários da fazenda onde trabalhávamos. Eu era como uma escrava, não ganhava nem um centavo por meu trabalho. A dona da casa era muito, muito má comigo. Passar por aquele ano foi difícil. E tenho odiado as sul-africanas brancas desde então.
Selinah Makgale parou um pouco e depois continuou:
— Peço desculpas, pois apesar de eu não a conhecer, tenho estado aqui sentada há dias, odiando você e todas as outras como você. Você provavelmente nem havia nascido quando isso aconteceu.
Antoinette sorriu e disse:
— Não, eu não tinha nascido.
Depois de mais um momento de reflexão, Selinah finalizou, dizendo:
— Por favor, aceite minhas desculpas – você e todas as outra sul-africanas brancas aqui presentes. Peço desculpas por ter feito de vocês pessoas inexistentes para mim e por ter odiado vocês.
Algumas pessoas ficaram sérias, outras pareciam estar lembrando o passado. Algumas balançavam a cabeça. Todos ficaram visivelmente tocados pela coragem e intenção de Selinah Makgale em fechar um capítulo do passado. A gerente fez o movimento seguinte, dizendo:
— Selinah, vejo que meus cabelos louros e meus olhos azuis representam para você algo que lhe causou enorme sofrimento há tantos anos. Peço seu perdão pelos erros cometidos por pessoas como eu… Acho que temos sorte por viver num país agora, desde 1994, onde podemos evoluir e viver juntos. Eu lhe ofereço meu apoio para você ter essa raiva completamente resolvida. Se você quiser, vou com você visitar a mulher que a tratou tão mal e ver se há algo que possa ser feito. Podemos tentar isso. (…)

Se essas duas pessoas trabalhassem juntas todos os dias, que diferença essa conversa faria no desempenho de ambas? E se conversas como essa fossem mais comuns em sua empresa, família e vida? ”

Título: As 3 leis do desempenho
Autor: Steve Zaffron e Dave Logan
Genero: Negócio
Número de páginas: 243
Encadernação: Brochura
Preço sugerido: R$ 38,80

Steve Zaffron & Dave Logan
CEO da consultoria global Vanto Group, com sede em São Francisco (EUA), Steve Zaffron já conduziu o treinamento de mais de 100 mil executivos e desenvolveu mais de 300 projetos em 20 países, atendendo empresas como Apple, GlaxoSmithKlie, Johnson & Johnson, Heinz Northern Europe, Reebok, Northrop Grumman, Petrobras, Telemar Brasil e Polus Group, entre outras. Steve Zaffron tem mestrado pela University of Chicago e é graduado magma cum laude pela Cornell Univerty. Com mais de 25 anos de experiência, Zaffron se divide entre a docência na Marshall School of Business da University of Southern California e a consultoria para várias empresas listadas na Fortune 500. Dave Logan leciona na Marshall School of Business na University of Southern California, da qual foi reitor-associado. É sócio sênior da CultureSync, uma empresa de consultoria de gestão, na qual atua com empresas, governos e organizações do terceiro setor, implementando estratégias de mudança cultural. Logan escreveu três livros, incluindo o aclamado O executivo e sua tribo.

Steve Zaffron tem sido chamado de “mestre zen travestido de homem de negócios” e Dave Logan de “Dr. Phill da Fortune 500”. Na década de 1960, enquato Zaffron estudava em Chicago, Dave nascia. De alguma forma, no meio de trajetórias diferentes, ambos se dedicam a “investigar”, como cientistas, as razões que levam algumas pessoas a terem um desempenho além dos limites.

Distribuição nacional
O livro “As 3 leis do desempenho” será distribuído nacionalmente pela Superpedido Exclusivas, unidade de negócio da Superpedido Tecmed, empresa criada recentemente que se tornou a maior distribuidora de livros do Brasil com receita anual de R$ 84 milhões, carteira de 2 milhões de títulos e atendimento a mais de 1,5 mil editoras. Desde março de 2009, a Superpedido Exclusivas – dirigida por Ivo Camargo – assumiu a gestão de comercialização, crédito e logística da Primavera Editorial que, por sua vez, passou a focar exclusivamente a produção editorial e marketing.

A.L. Kennedy e Gilberto Abrão são os novos autores da Primavera Editorial

Com a proposta de trazer ao mercado editorial do Brasil novos talentos da literatura nacional e internacional, a Primavera Editorial anuncia o lançamento de dois autores de diferentes vertentes literárias – Alison Louise Kennedy e Gilberto Abrão. Vencedora de prêmios literários importantes como Saltire Award, Eifel Literpurpreis e Costa Best Novel Award, a escocesa Alison Louise Kennedy estreia no Brasil, em julho, com o romance “Há muito o que contar… aqui” (Day), obra que aborda o cotidiano simples, porém brutal da guerra: o companheirismo que se encontra face à morte e as complexas emoções humanas. O autor brasileiro Gilberto Abrão estreia, em outubro, com o romance “Mohamed, o latoeiro”. Educado em dois mundos distintos – o árabe e o brasileiro – o autor usou sua história de vida para transpor para o papel a trajetória fictícia de Mohamed, um jovem imigrante sírio que chega ao Brasil no início do século passado.

Investir em novos autores – especialmente os estreantes e em obras que não foram publicadas no Brasil – tem sido uma das estratégias adotadas pela Primavera Editorial. Segundo Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, a editora tem interesse e assumiu o papel sociocultural de “apresentar” ao leitor brasileiro talentos da literatura nacional e estrangeira. “Não aguardamos as grandes feiras do mercado internacional para adquirir direitos das obras, tampouco aguardamos o livro se tornar um sucesso editorial no país de origem. Na prática, contamos com uma rede internacional e informal de leitores com uma visão contemporânea. São formadores de opinião de faixas etárias distintas, gente que antecipa tendências comportamentais, inclusive de leitura”, detalha a executiva, acrescentando que foi dessa forma que selecionou as obras de Alison Louise Kennedy e Gilberto Abrão.

Os livros “Há muito o que contar… aqui” e “Mohamed, o latoeiro” serão distribuídos nacionalmente pela Superpedido Exclusivas, unidade de negócio da Superpedido Tecmed, empresa criada recentemente que se tornou a maior distribuidora de livros do Brasil com receita anual de R$ 84 milhões, carteira de 2 milhões de título e atendimento a mais de 1,5 mil editoras. Desde março de 2009, a Superpedido Exclusivas – dirigida por Ivo Camargo – assumiu a gestão de comercialização, crédito e logística da editora que, por sua vez, passou a focar exclusivamente a produção editorial e marketing. Com a parceria, a Superpedido Exclusivas coloca à disposição da Primavera Editorial tecnologia de ponta e padrões de excelência no relacionamento com a cadeia de distribuição do mercado editorial nacional.

A parceria da Primavera Editoral colocou à disposição dos clientes da Superpedido Exclusivas de todo o Brasil – cerca de 600 livrarias – títulos de sucesso no mercado nacional e internacional como La Llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 Profissão Solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de Verão (Edna Bugni, Brasil), A Décima Sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As Duas Faces da Abóbora (Caco Porto, Brasil) e Manual de Gentilezas do Executivo (Steve Harrison, Estados Unidos), entre outros.

“Há muito o que contar… aqui”, Alison Louise Kennedy
Com originalidade e sagacidade característicos de Kennedy, essa ficção contemporânea narra a trajetória de Alfred Day, personagem que na juventude vive os horrores da 2ª Guerra Mundial e, na maturidade, a pantomina de atuar como figurante em um filme sobre prisioneiros de guerra. Para os leitores brasileiros que não conhecem a obra de A. L. Kennedy, será uma verdadeira descoberta.

O cotidiano simples porém brutal da guerra e uma singular exploração da complexidade das emoções humanas estão em cada linha do romance “Há muito o que contar… aqui”. O personagem principal, Alfred Day, vivenciou o cenário caótico, singular e horrendo da 2ª Guerra Mundial, atuando como artilheiro em um bombardeiro Lancaster. Em meio à guerra, Day construiu amizades sólidas com a tripulação e se apaixonou por Joyce, jovem que conhece em um abrigo antiaéreo e que lhe dá motivos para continuar a viver. Em 1949, passados quatro anos de violência – sem amigos e tendo perdido o amor da sua vida, o pleno sentido de viver, Day passa a trabalhar como figurante em um filme sobre prisioneiros de guerra. Uma forma de reconquistar o rumo da vida. Em um campo de prisioneiros artificial, Alfred Day se vê cercado por atores, armas de mentira, câmeras e cenários, ocasião em que começa uma busca por uma segunda chance para repensar e amadurecer tudo o que viveu; aprendizado que ocorre de uma forma tranquila e distinta.

Autora consagrada na Europa, Alison Louise Kennedy se divide entre a literatura, a atuação como comediante e a Warwick University, onde leciona. Nascida em 22 de outubro, na cidade Dundee, Glasglow,  A.L. Kennedy – como assina os livros – é autora de quatro coleções de ficção, cinco romances e dois livros de não ficção. Entre as atividades que já exerceu estão as de jornalista, editora e jurada do Brooker Prize, Guardian First Book Prize e Orange Prize for Fiction. A. L. Kennedy escreve, atualmente, para os principais jornais do Reino Unido e Europa, para teatro, rádio e tevê.

“Mohamed, o latoeiro”, Gilberto Abrão
O “namoro” de  Gilberto Abrão com a literatura começou na década de 1970, quando passou a escrever contos e crônicas para o jornal Zero Hora e se consolida quatro décadas depois com o lançamento do livro que promete encantar leitores ávidos por informações sobre a presença da comunidade árabe no País. “Segundo meu pai, o fato de eu ter nascido durante a 2ª Guerra Mundial justifica a minha rebeldia e falta de juízo”, conta Gilberto Abrão, que foi educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses. Aos 10 anos foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e polítcos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor.

Rato de biblioteca, Gilberto Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além de velhos jornais de Angola e Moçambique. Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou ao Brasil em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). Nos primeiros anos da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta.

Amigos – entre eles a professora Juracy Saraiva, mestre e doutora em literatura – desde 1983 insistem para que Gilberto Abrão escreva um livro. Dividido entre “ganhar dinheiro ou fazer literatura”, sempre escolheu a primeira opção. “Por conta de uma cirurgia no joelho, que me obrigou a ficar 40 dias em casa, decidi aceitar a sugestão da minha esposa e iniciar um livro. Comprei um notebook e comecei a escrever Mohamed, o latoeiro”, afirma, acrescentando que ainda continua dando as aulas de inglês.

PRIMAVERA EDITORIAL ASSINA COM GILBERTO ABRÃO

A Primavera Editorial lançará, em outubro, o livro Mohamed, o latoeiro, romance de estreia de Gilberto Abrão que aos 10 anos foi enviado ao Líbano pelos pais para estudar o idioma árabe e aprender mais sobre a cultura e a religião muçulmana. Educado em dois mundos distintos – o árabe e o brasileiro – o autor usou sua história de vida para transpor para o papel a trajetória fictícia de Mohamed, um jovem imigrante sírio que chega ao Brasil no início do século passado. O “namoro” de Abrão com a literatura começou na década de 1970, quando passou a escrever contos e crônicas para o jornal Zero Hora e se consolida quatro décadas depois com o lançamento do livro que promete encantar leitores ávidos por informações sobre a presença da comunidade árabe no País. Embora seja uma obra de ficção, há muito de vida real em Mohamed, o latoeiro, que contará com um evento especial de lançamento durante a Feira do Livro de Porto Alegre, além de noites de autógrafos em São Paulo, Curitiba e no Rio de Janeiro.
Investir em novos autores latino-americanos – especialmente os estreantes e com obras que não foram publicadas no Brasil – tem sido uma das linhas editoriais adotadas pela Primavera Editorial. Segundo Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, a editora tem interesse e assumiu o papel sociocultural de “apresentar” ao leitor brasileiro talentos da literatura nacional e estrangeira. “Não aguardamos as grandes feiras do mercado internacional para adquirir direitos das obras, tampouco aguardamos o livro se tornar um sucesso editorial no país de origem. Na prática, contamos com uma rede internacional e informal de leitores com uma visão contemporânea. São formadores de opinião de faixas etárias distintas, gente que antecipa tendências comportamentais, inclusive de leitura”, detalha a executiva, acrescentando que foi dessa forma que selecionou o livro Mohamed, o latoeiro.

Gilberto Abrão
“Segundo meu pai, o fato de eu ter nascido durante a 2ª Guerra Mundial justifica a minha rebeldia e falta de juízo”, conta Gilberto Abrão, que foi educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses. Aos 10 anos foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e polítcos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor. Rato de biblioteca, Gilberto Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além velhos jornais de Angola e Moçambique. Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou ao Brasil em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). No início da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na coluna Sol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta.

Amigos – entre eles a professora Juracy Saraiva, mestre e doutora em literatura – desde 1983 insistem para que Gilberto Abrão escreva um livro. Dividido entre “ganhar dinheiro ou fazer literatura”, sempre escolheu a primeira opção. “Por conta de uma cirurgia no joelho, que me obrigou a ficar 40 dias em casa, decidi aceitar a sugestão da minha esposa e iniciar um livro. Comprei um notebook e comecei a escrever Mohamed, o latoeiro”, afirma, acrescentando que ainda continua dando as aulas de inglês.GilbertoAbrao

Entradas mais Antigas »
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.