Blog da Primavera Editorial
Lançamentos, artigos e notícias sobre a Primavera EditorialArquivo de abril, 2009
CACO PORTO LANÇA, EM SÃO PAULO, AS DUAS FACES DA ABÓBORA
Nesta terça-feira (28/4), a partir das 18h30, o escritor fluminense Caco Porto estará na Fnac do MorumbiShopping (Av. Roque Petroni Jr., 1089), em São Paulo, para o lançamento de “As duas faces da abóbora”. O autor participará
da série de encontros Com todas as letras, bate-papos que reúnem escritores e leitores da Primavera Editorial. Romance singular, “As duas faces da abóbora” traz uma história envolvente que tem como cenários Nova York, Rio de Janeiro e Maputo. Associando os seres humanos a “partículas inteligentes” integradas na rede mundial, a obra leva à reflexão sobre a falta de fronteiras do mundo contemporâneo e sobre as mudanças positivas que podem ocorrer nas próximas décadas pela presença da internet, conectando povos de diferentes culturas.
A morte de um influente empresário norte-americano do setor petroquímico e de sua esposa é o ponto de partida do romance As Duas Faces da Abóbora, que prossegue com o conflito entre os filhos do casal – o capitalista Robert e a humanista Kate. Donos de personalidades antagônicas, ambos têm que decifrar o mistério que envolve o passado dos pais, no Rio de Janeiro, para por fim à disputa por uma herança avaliada em US$ 30 bilhões. Nova York, Rio de Janeiro e Maputo, em Moçambique, são cenários da obra de estreia de Caco Porto, publicada pela Primavera Editorial. Extremamente atual, o livro associa os seres humanos a “partículas inteligentes” integradas na rede mundial de computadores, o que nos leva à reflexão sobre a falta de fronteiras do mundo contemporâneo e sobre as mudanças positivas que podem ocorrer nas próximas décadas pela presença da internet, conectando povos de diferentes culturas. De outro lado, a obra mostra que, apesar da revolução tecnológica, é imprescindível a relação interpessoal, o conhecimento do outro e a necessidade humana de equilíbrio.
Caco Porto conta que começou a dar as primeiras pinceladas no texto As duas faces da abóbora no final de 2002, durante um curso de roteiro para cinema, no Centro de Cursos de Extensão da PUC do Rio de Janeiro (CCE). “Na época, ainda absorvíamos os choques provocados pelo estouro da “bolha da internet” – que quebrou milhares de empresas em todo o mundo – e pelo atentado ao World Trade Center, em Nova York, no fatídico 11 de setembro de 2001. Era notório que aqueles acontecimentos estavam gerando fortes ondas de mudança no planeta, mas não sabíamos exatamente como isso se daria. Ao mesmo tempo, o mundo assistia a dois importantes efeitos do processo de globalização”, detalha. Segundo o autor, com a globalização tecnológica, pessoas e grupos influentes passaram a exercer força de reação ao processo neoliberal. “Presenciávamos, portanto, o surgimento e o crescimento de duas forças antagônicas; uma relação de ação e reação, causa e efeito. De um lado, a globalização cultural versus a globalização econômica. Ao concluir o roteiro, comecei a imaginar que estávamos vivendo não apenas um forte momento de mudanças, mas testemunhando o nascimento de um novo modelo mental e comportamental. Passados sete anos, o livro é publicado justamente em um momento de crise mundial na economia. Acabamos de assistir a uma reunião dos líderes das 20 maiores economias do mundo para debater mudanças nas regras da economia globalizada, um debate que versa sobre a necessidade de devolver aos Estados-Nação os poderes tomados pelo processo neoliberal da globalização econômica.
LIVRO FASCINANTE!
O desenrolar do livro é fascinante.
A espectativa criada no decorrer da leitura, é surpreendente.
Parabéns Caco!
LIGIA
AS DUAS FACES DA ABÓBORA
O livro é super interessante consegue prender o leitor até o final, navegando entre a radicalidade, doçura e emoção.
Parabéns Caco que você alcance o sucesso, embora já sejas um sucesso por criar esse enredo super fissurante de se ler.
José Luis
Entrevista: Caco Porto
Primavera Editorial: Qual foi a inspiração para escrever As Duas Faces da Abóbora?
Caco Porto: Acho que a inspiração emergiu naturalmente depois que assisti, como todos nós, aos acontecimentos que literalmente sacudiram o mundo entre os anos 2000 e 2001 – o estouro da “Bolha da Internet”, quebrando empresas e demitindo pessoas, e o atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Esses eventos geraram enormes ondas de mudança no mundo, sobretudo nos Estados Unidos, pois muitos norte-americanos começaram a olhar para o resto do mundo de modo mais consciente, o que significou uma mudança de postura em relação às culturas e ao planeta. Associado a esses eventos, contribuiu para a minha inspiração a percepção de que as diferentes culturas estavam se amalgamando rapidamente por meio da internet e dos meios de comunicação pela interação de pessoas, grupos culturais e organismos governamentais. Isso representa o nascimento de um “novo mundo”, uma “nova sociedade” em formação, baseada na informação compartilhada e democrática, fazendo força de reação às anomalias do modelo sociopolitico-econômico vigente.
Primavera Editorial: Como é o seu processo de criação? Você tem uma rotina para escrever?
Caco Porto: Meu processo de criação parte de dois pressupostos básicos. O primeiro é que todo o trabalho deve nascer de uma ideia original, nunca antes escrita ou esboçada. O segundo é que a história tem que ter a capacidade de “prender” o leitor à leitura do início ao fim – ou na poltrona do cinema, caso ela seja levada para a tela. Uma vez cumpridos esses dois pressupostos na elaboração e estruturação da ideia original, que veio da inspiração, começo o detalhamento e aprofundamento da história, criando as personagens com suas biografias. Trabalho em um processo top-down para formar a espinha dorsal da história e a mensagem que transmite, da mesma forma com que um pintor esboça primeiro o quadro com lápis-carvão e depois de estruturado vai aplicando as camadas de tinta. Uma vez criada a história – com início, meio e fim – passo a escrever, colocando-me no lugar de cada uma das personagens. Eu me transporto para o universo deles. Eu não tenho uma rotina determinada para escrever. Muito do que escrevo acontece como uma descarga depois de muita introspecção sobre a construção das personagens e da história, às vezes até por meses. Mas, tenho minhas preferências para escrever – entre elas, olhando o mar de Arraial do Cabo, no Estado do Rio de Janeiro. A visão contemplativa do horizonte marinho incita a inspiração de qualquer pessoa.
Primavera Editorial: Por que optou, em sua estreia na literatura, por um romance?
Caco Porto: Optei pelo romance porque permite que a mente do escritor viaje de modo ilimitado, partindo da terra da realidade para os vastos territórios da imaginação. É essa mesclagem, real e ficcional, que é fascinante no processo de criação, pois permite que imaginemos situações singulares que poderiam acontecer na vida real e que surpreendam o leitor, transportando-o completamente para o universo da história.
Primavera Editorial: Fale um pouco sobre a emoção de publicar um livro pela primeira vez.
Caco Porto: Sem sombra de dúvida, trata-se de uma emoção única, que traz um fortíssimo sentimento de realização por ter atingido uma meta importante de vida. Quero continuar criando outras histórias que tenho em mente para literatura e cinema. Escrever, além de dar prazer ao escritor ou roteirista, proporciona a grande chance de transmitir uma mensagem para milhares, milhões ou até bilhões de pessoas. Ou seja, é uma emoção muito grande ter a primeira edição nacional de As Duas Faces da Abóbora trazida ao mercado pelas mãos profissionais de Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial.
Primavera Editorial: O que é, na sua opinião, ser escritor?
Caco Porto: Para mim ser escritor é ter a capacidade de olhar para fora de si, ver o mundo à sua volta; perceber, entender e aceitar a enorme diversidade, e extrair da vida real a matéria-prima para tecer histórias únicas que envolvam, entretenham e transmitam uma mensagem central que agregue valor para as pessoas, ainda que em um universo ficcional. Na verdade, a capacidade de olhar para fora de si não se aplica apenas aos escritores, mas a todos nós independente do que sejamos ou fazemos. Olhar para fora e perceber o mundo é reconhecer que somos uma pequena parte dele, uma partícula.
Primavera Editorial: Como definiria a sua obra?
Caco Porto: Trata-se de uma obra contemporânea que tenta retratar uma fatia do mundo atual por meio dos opostos. Esses opostos são, em todos os sentidos, os componentes do universo material do qual fazemos parte – como o dia e a noite, o quente e frio, o bom e o mau, o amor e o ódio, a ambição e o desprendimento, o rico e o pobre etc… Opostos que são complementares para a composição do todo que se apresenta diante de nós.
Primavera Editorial: Em As Duas Faces da Abóbora, você diz que vivemos em um mundo de ação e reação; causa e efeito. Um outro conceito utilizado é o de “partículas inteligentes”. O que vem a ser cada um deles e qual a importância desses conceitos na construção da obra?
Caco Porto: A terceira Lei de Newton, da ação e reação, diz que quando um corpo material A exerce força sobre um corpo material B; o corpo B exerce também uma força sobre A na mesma linha da ação, mas em sentido contrário. Portanto, quando a bola branca bate na bola preta em uma tacada de um jogo de sinuca, a bola preta reage à ação da bola branca, devolvendo para ela a mesma forca recebida. Como resultado – ou efeito do deslocamento da bola preta, cuja causa foi o impacto da bola branca – as bolas azul e amarela são atingidas em sequência a acabam caindo em duas caçapas distintas. Obviamente que esse exemplo não é válido para pessoas, entretanto, a base conceitual da Lei de Newton pode ser aplicada ao comportamento humano e por conseguinte ao comportamento de qualquer sociedade, à medida que, como seres desse universo, somos fisiologicamente preparados para a relação ação versus reação. Nossos sentidos analisam as ações que nos são aplicadas e, após processamento em nosso cérebro, respondemos com a reação que julgamos ser a mais apropriada. Não somos bolas de sinuca, mas elaboramos uma reação de volta, mesmo que seja um simples “bom dia”, uma piscada de olho, um sorriso ou uma cara feia quando alguém se dirige a nós. Ora, se isso é válido para uma pessoa que é uma pequena parte, uma partícula do todo, é válido para todas as estruturas sociais do nosso planeta. Portanto, somos sem dúvida, um mundo baseado em ação e reação, em causa e efeito, por meio das quais sociedades e culturas vêm evoluindo e se transformando em milênios. Bem, se entendemos esse principio básico, teremos condições de entender o que está ocorrendo com a sociedade mundial desde que os provedores de internet começaram a oferecer serviços de acesso e correio eletrônico para as pessoas, as partículas da sociedade. A internet nasceu nos anos 1960 nas universidades americanas como forma de comunicação entre essas instituições e iniciou um crescimento explosivo nos anos 1990, fomentada pelo processo de globalização econômica que precisava de uma rede de comunicação mundial eficaz para operar. Como não existe ação sem reação, nem efeito sem causa, a reação à globalização econômica foi o fortalecimento e expansão da globalização cultural com a miscigenação de culturas pela internet. Na prática, a reação à globalização econômica ocorreu por meio de pessoas (partículas) e grupos que se posicionaram politicamente contrários aos prejuízos causados pela globalização econômica como o desemprego, a eliminação de empresas locais e a perda do poder do Estado. Em meu livro, Kate, Jorge e Tomé representam “partículas inteligentes” de carga elevada, pois possuem alto poder de influência sobre milhares de outras partículas do mundo (pessoas). Eles canalizam forcas de reação contrárias aos problemas causados pela globalização econômica pela forma padronizada como foi apresentada para todos os países. As partículas inteligentes crescem sem parar mundo afora, conectadas aos bilhões entre si. Elas serão capazes de transformar não apenas a economia, mas a política e a sociedade em todo o mundo.
Primavera Editorial: Como foi o processo de construção de cada personagem? Você se identifica, em especial, com alguma delas?
Caco Porto: O processo de construção foi a partir das biografias. Não de todos, mas dos protagonistas da história – Kate, Robert, Jorge e Tomé. Quando um escritor, ou roteirista, detalha a vida de uma personagem desde o seu nascimento, obtém um contorno claro, intenso e bem definido do caráter e comportamento dessa personagem. Para isso a biografia tem que ser rica em informações, mesmo que muitas das informações nem cheguem a fazer parte da história. Sem dúvida, identifico-me com as personagens principais, sendo a maior parte com o pensamento cosmopolita de Jorge e Kate. Não sou matemático como o Jorge, mas quando tinha 12 anos e morava em São Gonçalo, município da região do Grande Rio, frequentava a escola no período da manhã e, à tarde, brincava na rua Aloísio Neiva, onde moravam meus avós maternos Halim e Anita. A rua era de terra batida e ficava salpicada de crianças como eu, todos descalços e imundos – uma mistura de suor misturado à poeira – de tanto que corríamos e brincávamos. A maioria de nós possuía um estilingue feito de galhos de goiabeira e tiras de borracha de câmaras de ar de pneus. Mesmo tendo um estilingue nunca matei um passarinho.
Primavera Editorial: Um dos aspectos mais interessantes do livro é o debate – via narrativa ficcional – de temas muito atuais e extremamente pertinentes como a globalização tecnológica e novas regras para a economia mundial. Por que a opção por esses temas? Caco Porto: Comecei a escrever esse romance no final de 2002 e, como disse, ainda absorvíamos as ondas de choque do estouro da bolha da internet e o atentado ao World Trade Center. Os processos de globalização – econômica, tecnológica e cultural – já se encontravam em andamento com um número de pessoas utilizando a internet crescendo exponencialmente. Eu queria uma mensagem forte e real como pano-de-fundo de uma história que envolvesse o leitor pela identificação que ele pudesse ter com ela. Assim, olhando para o mundo, percebi que estávamos em franco processo de mudanças e que tais mudanças impactavam diretamente na vida das pessoas. Optei por esses temas a partir dessa análise que fiz. Hoje, sete anos depois que a história foi elaborada, surpreendemos-nos com o grupo das 20 maiores economias do mundo (G20) se reunindo em Londres para mudar as regras da economia globalizada – como Jorge previu que aconteceria ao longo do primeiro quarto do século 21, com seu modelo de simulação baseado no comportamento das partículas inteligentes. Como não existe ação sem reação nem efeito sem causa, o Bumerangue Neoliberal retorna com a mesma força para sua casa, depois de lançado para o mundo. Como será que farão o próximo lançamento? Bem, creio que agora os lançadores pensarão com muito mais afinco antes de fazê-lo.
Entrevista: Edna Bugni
O universo feminino e as histórias comuns às mulheres de sua geração serviram de inspiração à médica ginecologista Edna Bugni, autora do livro Solstício de Verão. Estreante na literatura, Edna Bugni escolheu o gênero romance para dar vida às inúmeras histórias ouvidas e vivenciadas em anos de consultório. Como resultado, uma obra singular que mostra nitidamente o talento da autora em construir personagens densas, forjadas no cotidiano das mulheres brasileiras. Saiba mais sobre a autora nessa entrevista para a Primavera Editorial.
Primavera Editorial: Por que o título Solstício de Verão?
Edna Bugni: A astronomia usa a palavra solstício para designar a posição do Sol no momento em que o astro-rei se encontra em determinado ponto. Mais do que isso, refere-se a uma posição exata. Solstício é uma sofisticada alegoria da qual lanço mão para contar uma saga feminina multifacetada, repleta de arquétipos primitivos, contemporâneos e pós-modernos que têm origem na geração que viveu, intensamente, o Brasil de 1968, marcado por manifestações estudantis, protestos contra o regime militar e profundas mudanças no cenário político e social. No romance Solstício de Verão, a mudança de comportamento saboreada pelas mulheres dessa “safra” desemboca nos dias atuais em personagens que compõem o retrato feminino de um Brasil de muitas faces. Nessa obra, apresento o cotidiano de protagonistas muito próximas a mulheres reais – fêmeas que lidam de diferentes formas com a maternidade, a sexualidade, as escolhas, os sucessos e as “pequenas-tragédias-pessoais”.
Primavera Editorial: De onde surgiu a inspiração?
Edna Bugni: A inspiração veio da estreita convivência com o universo feminino e nas histórias comuns a mulheres da minha geração. Como médica, especializada em saúde pública e ginecologia, recriei com palavras as inúmeras histórias ouvidas e vividas em anos de consultório. Ou seja, são histórias de mulheres e do impacto das transformações sociais da década de 1960 sob elas.
Primavera Editorial: Ouvir e contar essas histórias mudou a sua visão da alma feminina?
Edna Bugni: Eu também fiz a minha história nesse período. Tenho 56 anos e acompanhei todas as transformações como trabalhar fora, o divórcio, o anticoncepcional. Tudo isso eu senti na pele e posso notar que com o passar dos anos, o movimento feminista tem amadurecido cada vez mais, inclusive, perdeu muito do impacto inicial, da mulher indignada – que era necessário – para construir uma atuação alinhada com as novas demandas da mulher contemporânea.

Primavera Editorial publica romance de Caco Porto
A morte de um influente empresário norte-americano do setor petroquímico e de sua esposa é o ponto de partida do romance As Duas Faces da Abóbora, que prossegue com o conflito entre os filhos do casal – o capitalista Robert e a humanista Kate. Donos de personalidades antagônicas, ambos têm que decifrar o mistério que envolve o passado dos pais, no Rio de Janeiro, para por fim à disputa por uma herança avaliada em US$ 30 bilhões. Nova York, Rio de Janeiro e Maputo, em Moçambique, são cenários da obra de estreia de Caco Porto, que será publicada pela Primavera Editorial, em abril. Extremamente atual, o livro – uma adaptação de um roteiro de longa-metragem escrito por Caco Porto em 2002, durante o curso do Centro de Cursos de Extensão da PUC – associa os seres
humanos a “partículas inteligentes” integradas na rede mundial de computadores, o que nos leva à reflexão sobre a falta de fronteiras do mundo contemporâneo e sobre as mudanças positivas que podem ocorrer nas próximas décadas pela presença da internet entre povos de diferentes culturas. Segundo Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, a singularidade do livro As Duas Faces da Abóbora credenciou a obra a fazer parte do seleto portfólio da editora, que adota como estratégia investir em talentos da literatura latino-americana que tenham sido publicados ou não. “Não aguardamos as grandes feiras do mercado internacional para adquirir direitos das obras, tampouco aguardamos o livro se tornar um sucesso editorial no país de origem. Na prática, contamos com uma rede internacional e informal de leitores com uma visão contemporânea. São formadores de opinião de faixas etárias distintas, gente que antecipa tendências comportamentais, inclusive de leitura”, detalha a executiva, acrescentando que foi dessa forma que selecionou o livro do autor fluminense, Caco Porto. Caco Porto Nascido em São Gonçalo, Rio de Janeiro, o escritor Marcos Rachid Porto (Caco Porto) desenvolveu um olhar apurado para o cinema e a tevê; um olhar que une a ótica do entretenimento pessoal à visão de indústria forte e economicamente ativa em todo o mundo. Roteirista e especialista em Análise de Sistemas de Informação, Caco Porto é graduado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e possui MBA em Marketing Estratégico pela Fundação Getulio Vargas. Em 2003, Caco Porto também obteve certificação em roteiros para cinema pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, no Rio de Janeiro – cidade na qual desenvolve projetos para cinema, televisão e literatura. Entre 1986 e 1992, o escritor atuou como analista, tendo desenvolvido sistemas de informação para a Central Globo de Produções. Na Globo, o escritor pôde exercitar a sua criatividade ao participar de várias iniciativas ligadas à produção para a televisão, além de liderar o desenvolvimento do sistema para controle de produção de teleteatro, responsável pela geração de roteiros de gravação de novelas e minisséries. Atualmente, Caco Porto desenvolve roteiros e livros.


